Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil
Enviada em 25/09/2024
Após a adoção da Constituição Federal, promulgada em 1988, tornou-se direito do indivíduo o acesso a educação. No Brasil, entretanto, os desafios para a inclusão de pessoas cegas nos meios de ensino desconecta o cumprimento desse direito na prática. Pois, se por um lado vê-se a falta de materiais próprios para a inserção desse público nas escolas, como uma das causas; Por outro, é observado inúmeros episódios de evasão escolar dessas pessoas como produto dessa questão . Desse modo, devemos observar o contexto dessa problemática, para buscar formas de intervir positivamente.
“A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”. A frase da filósofa alemã Hannah Arendt, pontuando a necessidade da prática dos direitos cívis e políticos resultantes da Revolução Franseca, não são observados no cotidiano das pessoas com deficiência visual. A falta de materias específicos nas escolas para a aprendizagem desse público, como livros em braille, são exemplos dessa defasagem. A exemplo disso está uma matéria exposta pelo site Jornalista inclusivo, neste ano, com pesquisas feitas pela Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB), indicando a escassez de material didático apropriado.
Por consequência desse cenário de descaso, vê-se aumentando diariamente os números de evasão escolar englobando pessoas com deficiência visual. A falta de materiais, ambientes e profissionais adequados para tratar desse público, interfere diretamente nessa questão. Evidenciando tal problemática, estão expostos da CNN Brasil, em 2022, que apontam como maior incidência da evasão escolar no nosso país, alunos com deficiência ou alguma dificuldade de aprendizagem, devido a falta de estrutura e atenção recebida.
Dessa forma, faz-se necessária a adoção de medidas de intervenção nesse meio. Cabendo ao Ministério de Educação, em parceria com as escolas, elaborar e distribuir materiais de ensino acessível a esse público. Além disso, a realização de manifestos, em forma de passeatas, realizada por grupo de apoio a esses indivíduos, explanando a necessidade do cumprimento dos direitos cívis, de forma igual a todos, seria medida plausível de mudança. Buscando, desse modo, interferir positivamente nesse contexto.