Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil

Enviada em 04/04/2025

A Constituição Federal de 1988, expressa em seu artigo 5ª, que todos os brasileiros têm direito à educação. Porém, no Brasil, ocorrem casos de pessoas com deficiência visual que não têm acessibilidade e engajamento para frequentar as escolas. Com isso, cabe ressaltar a ausência de medidas governamentais e os tabus em relação à capacidade dessas pessoas.

Nesse contexto, cabe ressaltar a postura displicente do governo no recebimento desses indivíduos no âmbito escolar. Nessa perspectiva, segundo dados do IBGE, 18,6% da população brasileira apresenta problemas visuais, das quais, quase 600 mil têm a visão comprometida por completo. Desse modo, a infraestrutura escolar deveria esta aposta a receber esse grande contingente de pessoas, com piso com guias táteis, professores especializados no contexto da deficiência, material didático em braille e etc. Por conseguinte, essa lacuna governamental está provocando uma segregação a nível nacional.

Além disso, a raiz estrutural de como as pessoas com necessidades especiais devem encarar a construção educacional, reverbera em tabus em relação ao tema. Sob tal ótica, existe uma visão errônea em uma parcela da sociedade, que manifesta preconceitos sobre a capacidade de socialização e construção intelectual, influenciado de maneira negativa a não busca pelo conhecimento. Na sequência, interações prejudiciais entre colegas maldosos, movidos pelo bullying, desencorajam a caminhada em busca de uma boa formação curricular, acontecendo, também, pela falta de conhecimento de colegas de classe em lidar com uma situação fora de um contexto “normal”. Assim, é urgente a mudança comportamental nas escolas pelo Brasil.

Ademais, portanto, que ações interventivas sejam efetivadas com pressa. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por políticas educacionais, por meio do Ministério da Infraestrutura, adaptar as escolas para receber alunos com deficiência visual, para tornar as escolas atrativas e acessíveis. Ainda sim, com o mesmo agente, e interseção das Secretarias de Educação, fomentar palestras nas escolas, a fim de acabar com a mentalidade preconceituosa. Por fim, a Constituição será cumprida.