Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil

Enviada em 05/07/2025

Recentemente, a emissora de TV, Globo, transmitiu a telenovela entitulada de “Todas as Flores”, cuja personagem principal, interpretada por Sophie Charlotte, é portadora de uma deficiência visual. A trama revela percalços cotidianos que ela precisa lidar. De maneira análoga aos cegos no Brasil, que enfrentam problemas pela insuficiência de acessibilidade para a educação nas escolas, além de não serem devidamente amparados por profissionais que entendam a linguagem especializada.

Em primeira análise, é evidente que os indivíduos com necessidades visuais precisam ter suporte à sua condição especial, como assegura a Lei n° 13.146/2015. Entretanto, nem todas as escolas tem estrutura suficiente para tal. Isso é um grave estigma que impede a inclusão dos seres com grau de perda visual. Na lógica abordada, o francês Louis Braille, em 1837, desenvolveu um alfabeto adaptado para os deficientes visuais, essa medida foi um passo à frente para possibilitar uma maior acessibilidade.

Ainda nesse viés, é possível perceber como a humanidade caminhou para o processo de empatia para com pessoas portadoras de necessidades especiais, a exemplo, em 2015 , foi criada a personagem Dorinha da Turma da Mônica, para incentivar os pequenos cidadãos a promoverem o respeito às diferenças desde cedo. Embora isso tenha acontecido, segundo o Instituto Benjamin Constant “A maioria dos professores de rede pública não possui formação adequada em braille, o que compromete a alfabetização dos alunos cegos”. Isso é outro grande problema, pois se não há treinamento de educadores para o ensino em braille , como pode haver determinada inclusão educacional?

Portanto, medidas precisam ser tomadas para reverter esse quadro no cenário brasileiro. Por isso, é urgente que o governo federal, por meio do Ministério da Educação forneça suporte adequado para os portadores da deficiência visual, além disso que ele promova uma capacitação de profissionais para lidar tanto com os cegos, quanto ensinar aos não cegos a promoverem a empatia. Dessa maneira, será possível existir uma realidade com inclusão educacional no país.