Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 08/10/2020

A trama “A menina que roubava livros” conta a trajetória de uma garota que graças ao incentivo do pai é apaixonada por leitura, mesmo que durante o período caótico da Segunda Guerra mundial. Nos dias atuais, entretanto, os jovens parecem cada vez mais desinteressados sobre livros, devido à ausência de encorajamento de parentes próximos, o que transforma a prática da leitura no Brasil em um desafio.

O banco Itaú, por exemplo, há anos tem a campanha “Leia para uma criança” que não surte efeito, visto que, segundo o IBGE o número de livros lidos anualmente, embora apresente melhora, ainda não é o esperado. Principalmente porque a média de leituras feitas é de 2.88 por cidadão, contudo, a quantidade decaí para 1.26 quando tratam-se de leituras feitas por espontânea vontade. Ou seja, brasileiros em sua maioria, não fazem leituras apenas pelo prazer e sim por obrigação.

Em contra partida a série “Anne with an E”, apresenta uma protagonista apaixonada por leitura que usufrui da mesma para fugir da realidade, por meio de livros condizentes com a idade e interesses da garota, todavia, o mesmo não é refletido fora das telas. No Brasil, por exemplo, à partir da sexta série crianças passam a ter contato com livros que, muitas vezes, não são compreensíveis para o vocabulário infanto-juvenil, o que apresenta a leitura como algo difícil e maçante.

Segundo psicólogos e psicopedagogos, o primeiro contato com algo novo precisa ser divertido e positivo, uma situação que aumente a dose de serotonina no cérebro, funcionando como um sistema de recompensas cerebral, para que seja assimilado de tal maneira que o corpo busque repetir em troca da sensação de felicidade. Logo, apresentar livros que não condizem com o vocabulário e interesse das crianças é um empecilho para o aumento da prática da leitura no país.

Portanto, visando reduzir os desafios para a prática de leitura no Brasil é necessário que o Ministério da educação, responsável pelo ensino em âmbito geral, em trabalho conjunto com à câmara dos senadores, por meio de um projeto de lei torne obrigatório a inserção gradativa de livros, desde os primórdios da infância, que sejam condizentes com o interesse dos jovens, como best-sellers infanto-juvenis e leitura em quadrinhos, ao invés de apresentar os clássicos como primeiro contato à literatura. Além de rodas de  semanais em escolas e palestras ensinando aos pais maneiras de inserir o hábito da leitura nas crianças, assim, tornando a leitura habitual e dinâmica desde sempre.