Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 08/10/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem estar social. No entanto, o alto nível de analfabetos impossibilita a hábito da leitura no Brasil, o que faz com que grande parte da população não desfrute desse direito universal na prática. Nesse contexto, não há dúvidas de que o que mais desafia a leitura no país é o analfabetismo funcional, bem como a sua desvalorização.
Em primeiro lugar, cabe deixar claro que o alto índice de analfabetismo funcional é um dos motivos pelo qual a prática da leitura é um desafio no Brasil. De acordo com o Indicador de Analfabetismo Funcional (INAF), cerca de 30% da população brasileira é analfabeta funcional. Diante disso, é inadmissível que milhões de pessoas não tenham acesso ao que lhes é garantido por lei.
Faz-se mister, ainda, salientar que a desvalorização da leitura no Brasil também é impulsionadora da falta de hábito. Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Pró-Livro, juntamente com o Ibope Inteligência, a média anual de livros lidos por habitante é cerca de 4,96, sendo que somente 2,43 são terminados. Dito isto, é perceptível que seja necessário a existência de políticas públicas que procurem reverter a situação atual.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para a resolução desse problema. Assim, cabe ao Ministério da Educação fortalecer o incentivo à prática de leitura e falar a respeito do analfabetismo funcional por meio das escolas públicas, com a finalidade de conscientizar os jovens sobre como está o atual cenário brasileiro. Com essa solução, espera-se que o número de analfabetos funcionais diminua e a média de leitura anual aumente. Com isso, quem sabe a frase de Paulo Freire “é preciso que a leitura seja um ato de amor” vire uma prática cultural.