Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 08/10/2020
Segundo Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda” mostra como a evolução da educação e sociedade caminham juntas. Nesse contexto, decisões estão prestes a serem tomadas que irão contra, justamente, os instrumentos que podem mudar a história de uma nação: Livros. Dessa forma, cabe analisar os motivos do desinteresse pela leitura no país, bem como a falta de prioridade do Estado no contexto pandêmico.
Em primeiro plano, urge analisar o porquê da falta de motivação da leitura no país. Historicamente, os brasileiros nunca possuíram o hábito de ler, e consequentemente, isso não é transmitido às crianças como um valor importante. Além disso, hodiernamente, a leitura, para os estudantes, possui viés obrigatório, o que facilita uma visão generalista de ser uma atividade desagradável. De fato, nem sempre uma tragédia é causada por uma guerra.
Paralelo a isso, o fato de o Estado estar desmotivado a dar uma atenção maior ao setor é preocupante. Consoante a Constituição Cidadã, a imunidade tributária de livros, periódicos e papel destinado à impressão, possui cunho incentivador aos leitores e discentes e deveria ser preservado. Esse direito , além de estar pautado na própria Carta Magna, é a manifestação do direito fundamental da livre expressão de pensamento sem qualquer tipo de censura. Logo, é temerário que esse direito fique apenas no papel.
Em síntese, medidas devem ser tomadas , a fim de mitigar os efeitos das problemáticas em questão. Cabe ao Ministério da Cidadania, responsável pela cultura e desenvolvimento social, desenvolverem nas escolas, debates e palestras, que versem sobre a importância da leitura como agente transformador, ministrados por professores e pedagogos que possuem o hábito de ler , a fim de mostrar o lado pragmático da cultura aplicada em casos individuais. Só assim, ver-se-á, de fato, que a educação e a sociedade devem andar juntas rumo à evolução mútua.