Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 07/11/2020

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebe-se aspectos semelhantes no que tange à questão dos desafios a prática de leitura no Brasil. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a insuficiência legislativa, bem como a má conduta midiática. Decerto, pode-se apontar como empecilho à consolidação de uma solução, a insuficiência legislativa. Segundo Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Nessa perspectiva, é possível observar no Brasil contemporâneo, a falta de políticas afirmativas que deveriam promover debates que elevem o nível de informação - sobre o porquê existe e como pode ser evitadas as dificuldades ao acesso a leitura - da população, para evitar a consolidação do problema.

Ademais, outro ponto relevante sobre essa temática, é a má conduta midiática. Sob essa lógica, o imperativo categórico de Pierre Bourdieu prega que o que foi criado para ser um instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Além disso, no que se refere as consequências de um povo que não tem o hábito de leitura, há um lacuna no dever moral da mídia quanto à prática de conscientizar a nação de forma realista.

Assim sendo, é notório a dificuldade de formar um país mais ético. A solução dessa problemática passa pela compreensão de que a formação educacional deve ser prioridade do estado. Para isso, visando a solidificação de uma solução, o Governo Federal em parceria com o Ministério da Cidadania - tendo o Ministério da Educação à frente - deve criar um Programa Nacional que proponha reeducar o corpo social mais jovem, por meio de aulas e palestras que ensinem a apologia ao respeito, para que se crie um sentimento de responsabilidade que garanta a dignidade ao próximo.