Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 03/12/2020
O brasileiro lê, em média, 4,96 livros por ano. Além disso, os livros terminados são minoria nessa média. Isso pode ser caracterizado pelo fato de que não temos o incentivo necessário para o cultivo do hábito da leitura. Seja pelo alto valor de compra ou pelos livros escolhidos nas escolas, que não são tão interessantes para determinadas faixas de idade.
Uma das barreiras encontradas é o preço elevado dos livros. Um país cujo salário-mínimo diário é R$34,83 ter como preço médio de um livro R$19,00 faz com que a compra de um livro não seja prioridade. Mesmo com a dificuldade de adquirir um livro muitas pessoas não têm o costume de ir a bibliotecas para empréstimos literários, pois podem acreditar que não são pertencentes àquele meio. Esse fator influencia diretamente o distanciamento entre o indivíduo e a prática de leitura.
Além do custo, outra barreira encontrada é a má escolha dos livros paradidáticos nas escolas. Muitas vezes as leituras selecionadas não geram interesse no aluno. Isso se deve tanto pela obrigatoriedade tanto quanto pela pressão gerada, já que após a leitura, geralmente, é feita uma avaliação sobre ela. Alunos de, aproximadamente, 15 anos não têm tanto interesse em livros clássicos, por mais importantes que sejam. Esses alunos preferem ler contemporâneos e que façam se sentir representados pelos personagens que apresentam uma faixa etária equivalente. Essa falta de representatividade faz com que achem as obras entediantes e, com isso, deduzam que todos os livros são iguais.
Tendo em vista os aspectos apresentados, podemos concluir que uma parceria entre escolas e empresas privadas, como bancos, poderia ser feita para incentivar a doação de livros considerados interessantes pelos alunos. Assim, atividades extracurriculares acerca das leituras poderiam ser implementadas a fim de que o indivíduo, desde criança, cultive a prática de leitura. Dessa forma, o aluno sentiria prazer ao ler e adquiriria o hábito de frequentar bibliotecas públicas e, assim, o brasileiro conquistaria uma prática de leitura maior e mais consistente.