Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 13/10/2020
Na distopia 1984 de George Orwell, a “Novilíngua” era uma linguagem desenvolvida de forma extremamente restrita, com a diminuição das palavras, para que a comunicação fosse menos efetiva e a manipulação, mais possível. Desse modo, é indiscutível a relevância da leitura. Entretanto, o Brasil apresenta uma baixa taxa de leitores, causado pela Indústria Cultural e, posteriormente, ocasionando analfabetos funcionais, o que deve ser modificado.
Nesse contexto, o conceito de Indústria Cultural foi desenvolvido pelos sociólogos da Escola de Frankfurt para denominar o advento das tecnologias, que contém o que é chamado “boom” de informações, ou seja, uma quantidade exacerbada de luzes, mensagens e atrativos, o que, muitas vezes, impede a busca do indivíduo por algo que se apresenta superficialmente menos instigante, como os livros, tendo em vista a indiferença do cidadão brasileiro para a educação.
Ademais, esse mesmo conceito dos frankfurtianos, denota que as massas podem ser facilmente manipuladas por consumirem o mesmo conteúdo digital descomedidamente e sem o suporte do conhecimento, o que pode ser ocasionado pela falta de leitura. Outrossim, a ausência dessa cognição é chamada de “analfabetismo funcional”, isto é, o cidadão que apesar de ser escolarizado, não tem a capacidade de interpretar e organizar informações e, por conseguinte, a criticidade necessária para o posicionamento na sociedade se ausenta. Por isso, o hábito da leitura é indispensável para a regressão do analfabetismo funcional.
Portanto, é evidentemente necessário que o Ministério da Educação, juntamente com a instituição familiar, incentive os jovens a adotarem o hábito da leitura e da busca pela criticidade, por meio de palestras recreativas e ilustrativas sobre os benefícios de ler, a fim de que a nação brasileira progrida, inversamente proporcional à distopia 1984, com a gradação das palavras, as quais são agentes transformadores da sociedade.