Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 09/10/2020

Em 1808, a Família Real portuguesa chegou ao Brasil, consigo trouxe a Biblioteca Real, com o objetivo de implantar o hábito da leitura nos indivíduos que moravam no Brasil Colônia. Quando observa-se as dificuldades para a prática de leitura no Brasil, percebe-se que os ideais da Família Real não foram prosseguidos. Sendo assim, a negligência governamental e a omissão familiar corroboram para esse problema.

Sob esse viés, é lícito postular que a negligência governamental atua como agravante dessa problemática. Segundo Thomas Hobbes, é dever do Estado proporcionar o bem-estar social à população. Porém, o Governo não investe o suficiente em projetos de leitura e na qualidade da educação nas escolas públicas. Assim sendo, pode-se afirmar que o Governo é falho nesse requisito e, com isso, as pessoas ficam mais distante de ter um hábito de leitura, principalmente os alunos das escolas da rede pública.

Outrossim, é imperativo afirmar que a omissão familiar atua como agravante da problemática supracitada. A família é responsável pela socialização primária, onde passa os seus hábitos para os filhos, porém, grande parte das famílias não influenciam as crianças no hábito de leitura, como na compra de gibis, livros e contos. Em suma, a porcentagem de pessoas que não tem o hábito de leitura só cresce no Brasil.

Verifica-se, então, a necessidade de medidas para atenuar essa problemática. Desse modo, o Ministério da Educação (MEC) deve investir mais na criação de projetos de leitura, através de palestras e campanhas nas escolas públicas -para uma maior abrangência de pessoas-, com o objetivo de implantar o hábito de ler nas pessoas. Ademais, o Estado- responsável por proporcionar os direitos do povo- deve atuar na criação de propagandas de TV que conscientizem a população da importância da leitura, a fim de mudar o pensamento dos indivíduos. Assim sendo, os ideais da Família Real e de Hobbes serão seguidos.