Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 12/10/2020
O filme “O Substituto” relata a vida de Henry, professor do ensino médio que, durante sua carreira profissional, utiliza o hábito da leitura para incentivar os seus alunos a buscar a independência. Nessa lógica, é evidente que a prática de ler livros contribui para o desenvolvimento social e intelectual do indivíduo. De maneira análoga à história fictícia, os desafios para a prática da leitura no Brasil ainda enfrentam entraves no que concerne ao uso excessivo de aparelhos tecnológicos, como também à falta de incentivo governamental.
Diante desse cenário, é fulcral analisar o crescimento tecnológico como impulsionador para o decréscimo de hábitos de leitura, uma vez que o fácil acesso a aparelhos eletrônicos contribue para que a sociedade utilize esse meio regulamente em momentos de lazer e horários de trabalho, assim, consumindo a maior parte do seu tempo com mecanismos remotos. Ademais, com esse advento virtual, o hábito da sociedade de utilizar comumente tecnologias é replicado pelas crianças. Isto posto, o costume de não ler dos pais, propiciado por vícios em aparelhos tecnológicos, é adotado pelos filhos. Corroborando essa ideia, a revista G1 publicou que a média anual de leitura de livros por crianças decaiu de 6,6 para 5,9, o que confirma que não há estímulos que contribuam para a formação de jovens leitores. Logo, os hábitos de não leitura dos pais, desperta nos filhos uma comodidade no que se refere ao costume de ler, o que gera a redução de práticas de leitura.
Outrossim, a falta de investimentos por parte do governo auxilia para uma sociedade não leitora, já que sem o direcionamento de verbas para bibliotecas públicas e instituições de ensino, os estudantes não apresentam fácil contato com os livros, não desenvolvendo tal afetividade pela leitura. Nesse exposto, com a falta de espaços públicos que garantam o acesso aos livros, empresas privadas fornecem livros por um alto valor, assim, excluindo a população que não apresenta renda para custear esse serviço. Nessa seara, os centros públicos de ensino estadunidenses realizam feiras do livro anualmente, para que novas obras sejam adquiridas para a biblioteca local, o que confirma a importância da área governamental na formação leitora do estudante.
É necessário, portanto, que o Poder Público, juntamente ao Ministério da Educação, como responsável pelo bem-estar dos alunos, destine verbas mensais para as instituições de ensino, para que seja efetuada compras de livros de diferentes faixas etárias para as bibliotecas, como também a realização de feiras culturais, nas quais os alunos possam compartilhar informações sobre livros lidos anteriormente, dessa forma desenvolvendo curiosidades sobre diferentes obras, de modo a estimular uma maior leitura para a sociedade e decrescer os desafios da prática da leitura no Brasil.