Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 16/10/2020
O livro Correndo Descalça escrito por Amy Harmon, conta a história de Josie uma pré adolescente que gosta de livros e música, desde de muito pequena ela começou a ler e a se interessar por livros de diversos gêneros. No entanto, é uma realidade diferente para os jovens brasileiros. Ao refletir a respeito dos desafios para a prática da leitura, no século XXI, a problemática ocorre em virtude de dois fenômenos: as novas tecnologias, acompanhada pela falta de incentivo e tempo. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se possível perceber, que as novas tecnologias se tornaram parte da vida das pessoas, principalmente dos jovens, os quais passam horas usando celulares e computadores. Diante disso, percebe-se, desde os processos denominados “revoluções industriais”, o mundo tem priorizado produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. De maneira análoga, identifica-se, o mundo globalizado há diversos estímulos nas mídias sociais, tornando-se mais atrativas ao público jovem do que ler um livro.
Desse modo, não apenas os celulares e computadores, como também os altos preços e falta de tempo afastam o jovem da leitura. A vista disso, nota-se de acordo com o Instituto Pró-Leitura, 43% dos entrevistados responderam que não leem por falta de tempo e dinheiro para o hábito. Seguindo essa linha de pensamento, com o aumento dos impostos levaram a muitas livrarias a falência em 2019, como por exemplo a Livraria Saraiva. Logo, um hábito tão enriquecedor como a leitura se torna inviável para grande parte da população, além de tempo, pois grande parte da população trabalha ou passa muito tempo nas redes sociais.
Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação em conjunto com ongs desenvolvem horários de leitura para a população em bibliotecas, com a ajuda de supervisores e voluntários, de modo que possa incentivar a leitura na vida das pessoas e tirá-las das redes sociais, com a finalidade de tornar a leitura um hábito. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate aos altos impostos nos livros, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.