Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 19/11/2020
Por mais leitores como a Jane e mais oportunidade para todos
No livro ‘‘Minha lady Jane’’, é mostrada a vida de uma mulher que vive no período imperialista e que ama estudar, chegando a ser dito na obra que, a protagonista costuma ler mil enciclopédias em um ano. Todavia, o hábito da leitura não é tão comum na era contemporânea como é para Jane, dado que segundo o jornal, Estadão, 44% dos brasileiros não costumam interpretar textos. Desse modo, cabe debater quais fatores contribuem para esse comportamento e quais medidas podem ser tomadas pra mitigar essa problemática.
De início, deve-se destacar que, segundo o escritor, Paulo Freire, a principal fonte de investimentos do Estado deve ser a educação, tendo em vista sua importância para o futuro nacional. No entanto, não é isso que vem se observando na gestão atual, posto que, de acordo com o site Exame, o Ministro Paulo Guedes teve como uma de seus recentes propostas, sobretaxar os livros e editoras que atuam no Brasil. Destarte, essa ação tem diversos efeitos maléficos, tanto a curto quanto a longo prazo, pois tanto elitiza o acesso ao conhecimento, quanto dificulta a criação e a distribuição de livros no território brasileiro. Dessa maneira, esse comportamento de descaso com a leitura contribui com a diminuição no número de leitores.
Em segundo lugar, vale ressaltar que, uma das principais teorias da sociologia é o processo de socialização, processo esse que se dá por meio das passagens entre instituições sociais até se formar um adulto conhecedor dos hábitos que são considerados aceitáveis. Contudo, as fundações da sociedade também são capazes de, por negligência ou falta de estruturas, criarem maus estilos de vida. Outrossim, isso se mostra preocupante, haja vista que segundo a página de notícias, veja, apenas 30% das escolas e famílias dispõem de bibliotecas. Sendo assim, as duas instituição fundamentais para a formação das novas gerações estão se mostrando incapazes de suprir as necessidades dos ledores.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa mazela. Para tanto, cabe ao ministério da Educação criar formas de arrecadar dinheiro sem afetar o conhecimento da população e investir na otimização das instituições de socialização, em especial as primarias. Isso pode ser feito por meio do formação de acordos com livrarias, para que as que disponibilizem livros para as escolas e cidadãos que não tenham condições de os adquirir, recebam diminuição na quantidade de impostos e aumento nos incentivos fiscais. Deste modo, será possível contribuir para uma melhor quantidade de vida da população, das escolas e das próprias empresas de leitura, além de formar mais leitores como a Jane.