Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 10/10/2020

Segundo o ex-presidente sul-africano, Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo, nesse sentido, compreende-se que hábitos de aprendizado, como a leitura, são essenciais para a melhoria de um país, entretanto, não é o que ocorre na sociedade brasileira, a qual é composta, numerosamente, por analfabetos. Tal importância deve-se à carência da prática da leitura pela população e à falta de incentivo por parte das escolas e familiares, tornando comum, aos jovens brasileiros, a permanência em sua zona de conforto, sem a motivação para “ir atrás” de respostas.

Primeiramente, é imperativo pontuar o decrescente desempenho dos jovens brasileiros no programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), cuja última aplicação evidenciou que cerca de 51% dos adolescentes do nosso país estão abaixo do nível 2 de leitura, que é considerado básico. Logo, infere-se que os estudantes, atualmente, não possuem o prazer em aprender e conhecer, restringindo-se ao que lhes é imposto, sem questionar o funcionamento do mundo que lhes envolta.

Outrossim, convém destacar que, segundo os dados da pesquisa do Retrato da Leitura do Instituto Pro-Livro, cerca de 44% da população brasileira não possui o hábito de ler diariamente, além disso, constatou-se que 30% dos cidadãos nunca compraram pelo menos um livro em suas vidas. Portanto, depreende-se que a nação carece de hábitos de aprendizagem, podendo considerar como um dos motivos que corroboram tal fato, a alta taxa de impostos aderidos ao preço final do produto, sendo esse, possivelmente aumentado à 20%, como prevê a Camara dos Deputados.

Posto isso, é necessário que providências sejam tomadas a fim de democratizar o acesso à leitura e estimular os brasileiros na busca do aprendizado, resultando assim, em melhores desempenhos nos testes internacionais, como o Pisa. Portanto, cabe ao atual presidente, Jair Bolsonaro, junto ao Congresso Nacional, exigir, aprovando por meio de leis, que haja pelo menos uma biblioteca pública em cada município, na qual será possível alugar livros de graça, ademais, é necessário que eventos sejam realizados por todo o país, com o intuito de conscientizar a população sobre as reais mudanças que a leitura pode trazer para a vida de cada cidadão. Dessa maneira, o país estabelecerá uma base educacional mais forte e corroborará na mudança das práticas de ensino, formando um país diferente através da educação, como defende o sul-africano Nelson Mandela.