Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 14/10/2020
“Nunca perca a fé na humanidade pois ela é como um oceano só porque existem algumas gotas de água suja nele não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto atual, as falhas na prática da leitura no Brasil funcionam como gotas de sujeira poluidoras do coletivo. Nesse prisma, fatores como a falta de incentivo e de acesso impedem a limpeza completa do grande oceano chamado sociedade.
Em primeiro plano, é essencial salientar que o falho incentivo para tornar a experiência de possuir um livro prazerosa prejudica o hábito de leitura. Nesse viés, a prática de ler instiga o desenvolvimento do ser pensante e crítico que procura o bem-estar social. Porém, muitas vezes, a escola não proporcionam o prazer de escolher um livro de interesse pelas crianças, empurrando - até certo ponto de forma autoritária - livros que não estimulam vontade de aperfeiçoar o hábito, por exemplo, a leitura de Dom casmurro que por mais cultural que possa ser, é, por vezes, considerada de difícil compreensão, ainda mais para adolescentes que estão começando a carreira literária. Nesse aspecto, os pais também falham, pois permitem que os filhos fiquem em redes sociais ou vídeos games ao invés de ler; no entanto, como eles vão cobrar desses, se não receberam influência quando mais jovens. Por isso, é evidente que não construindo esse hábito benéfico, a qualidade de vida será prejudicada.
Além disso, a carência de acesso a livros por toda população é uma realidade que somada a baixa influência diminui o número de leitores de forma drástica. Nesse contexto, o preço alto e os impostos dos títulos de leitura impossibilitam que parcelas de renda menor tenham conexão com o hábito de ler, gerando desigualdades sociais de formação linguística e cultural. Segundo, uma pesquisa do instituto pró-livro, mais de 40% das pessoas não lê, ou seja, elas não possuirão ferramentas que permitam sua inclusão no âmbito social, sendo excluídas e discriminadas, como exemplo, os analfabetos que sofrem preconceitos por não saberem ler e escrever. Portanto, o governo que implica impostos e taxas sobre as obras vigentes, deve promover a aplicação da igualdade de aquisição dos livros para todos.
Por fim, é notório uma tomada de medidas para aumentar o hábito de leitura no Brasil. Nesse plano, cabe a escola, juntamente com a comunidade, realizar palestras ministradas por psicólogos com o “slogan” “leitura e desenvolvimento” nos ginásios das instituições de ensino. Isso pode ser feito por meio de diálogos entre o público e o especialista sobre os benefícios e importância da leitura no desenvolvimento do ser pensante e racional, incentivando que os pais presentes mostrem para os filhos a necessidade de pelo menos ler um dia da semana, a fim de que ocorra a melhora da qualidade de vida. Dessa forma, a limpeza completa do oceano e uma sociedade leitora tornar-se-ão realidades.