Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 11/10/2020

O livro é como um portal que abre os olhos do leitor para um mundo totalmente diferente, trás novas ideias e propõe reflexões para a vida. Entretanto, no Brasil a leitura não é valorizada, dados da pesquisa Retratos da Leitura do Instituto Pró-Livro mostram que 44% da população não lê e 30% nunca comprou um livro. Essa situação é muito alarmante, porque, uma vez que um cidadão não tem acesso a leitura, ele pode se tornar alienado e até mesmo ser influenciado sem saber, pelo governo por exemplo, por não ter acesso a informações.

Em primeiro lugar, é imprescindível ressaltar que um dos principais motivos dos dados de leitura serem tão baixos no Brasil é a falta de interesse. Na escola ensinam as crianças que a leitura é obrigatória antes de agradável. Um bom exemplo são os vestibulares, em que os adolescentes são obrigados a ler livros que muitas vezes não despertam o menor interesse neles, por ser algo dado como matéria, de forma muito séria. Dessa maneira, eles chegam a conclusão de que ler é algo chato e sem graça e acabam deixando o livro de lado para ver um filme ou ficar nas redes sociais, porque a tecnologia transmite a informação de forma direta e não exige uma reflexão muito grande para compreender. O que leva o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) ter uma grande quantidade de respostas erradas por falta de interpretação das questões conforme com dados da Edição do Brasil.

Em segundo lugar, um dos maiores problemas que também faz a leitura ser tão escassa é a falta de acesso. De acordo com Retratos da Leitura do Brasil de 2020, a classe A é a que tem mais leitura de acordo com a pesquisa. Isso acontece porque os livros são muito caros e não conseguem chegar para todos. Além disso, em julho, o poder executivo propôs o Projeto de Lei (PL) 3.887/2020 que prevê a substituição de Cofins e PIS pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A fim de que os volumes passariam a pagar uma alíquota de 12%, desta forma aumentaria o preço do livro em 20%. Essa proposta é um absurdo pois o livro deveria ser algo de acesso a todos e aumentar as taxas só pioraria a desigualdade social, fazendo do Brasil um país que nunca se desenvolverá.

Em suma, essa é uma questão de extrema urgência. Dessa forma, a principal solução seria influenciar mais a leitura, portanto o INEP (O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) já deveria diminuir a quantidade de obras literárias cobradas uma vez que como já dito, elas podem ser o maior desestimulo dos livros. Outra importante ação seria o Ministério da Educação proporcionar campanhas de livros para criar novas bibliotecas em todas as áreas mais humildes do Brasil de todas regiões. Seguramente se isso acontecer a educação no país melhoraria e teríamos profissionais muito mais qualificados e sábios.