Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 12/10/2020

Mais de 60% da população brasileira considera a leitura uma fonte de conhecimento para a vida. Todos sabem que ler traz muitos benefícios a quem o pratica de modo correto. A leitura desenvolve e aumenta o repertório geral, auxilia para que o indivíduo tenha senso crítico, amplia o vocabulário, estimula a criatividade e, finalmente, facilita a escrita. Mas ainda que carregue consigo um lado bom, é preciso tomar cuidado e selecionar bem o que se lê.

No que diz respeito às funções da escola, é necessário que se construa uma autonomia dentro de cada uma. Hoje, muito do que é reproduzido em sala de aula parte de pesquisas advindas das universidades, como investigações sobre leitura, escrita e aprendizado. Cria-se então uma relação de dependência, quando, na verdade, a universidade deveria funcionar como uma parceira.

O hábito de leitura no Brasil cresceu desde que o jornal foi criado. Uma pesquisa, publicada em 2016 pelo Instituto Pró-livro, revelou que 56% dos brasileiros com mais de cinco anos podem ser considerados como leitores regulares, ou seja, aqueles que leram ao menos um livro nos últimos três meses. Os dados ainda revelam que o brasileiro lê em média 2,43 livros por ano e que 30% da população nunca comprou um livro. Tais números mostram que o Brasil precisa avançar muito para chegar ao nível dos países desenvolvidos, que leem em média 7 livros por ano. Para mudar a realidade, alguns projetos criaram projetos para incentivar a leitura no país.

Na busca pela melhoria do incentivo à leitura e escrita no País, há três perspectivas para as quais devemos tornar os nossos olhares: o governo, a escola e o próprio lar. Esses três constituem os principais pilares e não acontecem separadamente. Do poder público é preciso cobrar uma melhor administração dos recursos destinados a levar as pessoas a ler. Para o professor Barzotto, isso se reflete, principalmente, nas bibliotecas escolares que, além de estarem bem aparelhadas, também devem contar com bons funcionários especializados em leitura. Com a falta e a dificuldade de acesso a leitura outras consequências vêm a tona, como por exemplo a falta de palavras e dificuldade de se expressar, a escrita fraca e a falta de conhecimento que a leitura trás.