Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 14/10/2020

Segundo o artigo 205 da Constituição Federal, a educação é um direito de todos e deve ser promovida e incentivada pelo Estado com a colaboração da sociedade. Contudo, os desafios para devolver a prática da leitura no Brasil, escancaram que há falhas nesse sistema. Certamente, a elitização do conhecimento e o fator cultural garantem a manutenção dessa problemática, tornando necessária a tomada de medidas que resolvam o impasse.

Em primeira análise, é evidente que as desigualdades sociais agravam as perspectivas de ensino e leitura no país. Para os filósofos Frankfutianos, a indústria apossou-se da cultura para transformá-la em mercadoria e assim obter lucros. Sob esse aspecto, é possível afirmar que nem todos os cidadãos tem acesso a livros e com isso reforça-se o monopólio do saber e também as mazelas sociais, uma vez que, a educação é a única forma de transformar a sociedade.

Além disso, a falta de hábito de leitura é uma marca social. De acordo com a Teoria da Psicologia Genética, de Piaget, para que o indivíduo se desenvolva é necessária à mediação de um agente, representado na maioria das vezes pelos pais e educadores. Entretanto, essa característica é pouco presente na cultura brasileira, pois de acordo com o Instituto Pró-Livro, metade da população lê em média 1 livro por ano e a outra metade não é considerada leitora. Nesse sentido, para garantir a formação de leitores, é preciso que haja incentivo.

Depreende-se, portanto, a urgência romper com esses desafios. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação pode criar bibliotecas comunitárias em áreas periféricas a partir das doações livros com pequenos defeitos que seriam descartados pelas grandes editoras do país. Paralelo a isso, as escolas da rede pública poderiam promover atividades de leitura dentro dessa nova instituição, criando assim uma parceria. Com essa medida, poder-se-ia romper com o monopólio cultural e incentivar o hábito da leitura.