Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 12/10/2020
No Brasil colonial, a biblioteca nacional foi construída com o intuito da começar a fomentar as atividades intelectuais dos brasileiros. Atualmente, o acesso ao conhecimento por meio de obras escritas ainda sofre contratempos. Tal problemática persiste, principalmente, pois há brasileiros analfabetos e porque são cobradas taxas pela distribuição de livros não-fictícios, ou seja, não utilizados para entretenimento.
Primeiramente, deve-se analisar que o analfabetismo é preocupante para a disseminação do conhecimento escrito. Nesse contexto, por não saberem ler, parte dos cidadãos brasileiros estão impedidos do acesso à obras importantes. Assim, seu desenvolvimento intelectual - como descrito por Paulo Freire, ao destacar a leitura de palavras como precursora da leitura do mundo - fica impossibilitado. Logo, percebe-se que aqueles que não leem por serem analfabetos estão prejudicados em sua autossuficiência intelectual.
De modo semelhante, os preços de vendas dos livros atrapalham quem já sabe ler. Nessa temática, há de se repensar a prática de privar o conhecimento, isto é, se o conhecimento pode ser vendido: até aqui, toda evolução obtida pelos humanos está atrelada ao domínio da técnica, que, por vezes, foi escrita e distribuída. Assim, quando se vende livros, anda-se contrário à evolução social, pois se retarda um dos principais alicerces da construção do saber, a leitura.
Portanto, disseminar a leitura ainda é um desafio. Pode-se combatê-lo tendo o governo federal, junto ao terceiro setor, agindo em prol do combate ao analfabetismo e da fomentação de autores, por meio da melhora de sistemas como o EJA( Educação de Jovens e Adultos), e da criação de leis que remunerem os escritores nacionais. Dessa forma, a leitura será melhor distribuída aos brasileiros e, consequentemente, os cidadãos beneficiados terão mais uma fonte para buscar o conhecimento.