Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 13/10/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direito à educação e ao bem-estar social. Contudo, os desafios para a prática da leitura no Brasil impossibilitam que parcela da população desfrute desse direito. Dessa forma, entende-se que o custo elevado decorrente das altas tributações em consonância do baixo incentivo dos gestores e professores aos mais novos, apresenta-se como entraves para os índices de leitores no país.

Deve-se destacar, de início que, os impostos aplicados como PIS e COFINS são considerados um agravante dessa triste realidade. Nesse sentido, segundo Rousseau, na obra “Contrato Social”, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o contentamento coletivo. No entanto, nota-se, que a realidade rompe com as defesas do filósofo iluminista, já que grande parte da sociedade não adquire livros por não haver condições de renda. Dessa forma, é inaceitável que em pleno terceiro milênio a leitura continue sendo algo limitado, violando o que é exigido por lei.

Ademais, convém frisar que a nova geração tem pouco incentivo à prática de ler, o estimulo dentro de casa e no próprio colégio é muito baixo. De acordo com Darwin, “não é o mais forte sobrevive, nem o mais sábio e sim o que melhor se adapta”. Desse modo, nota-se que a adaptação é fundamental para poder lidar com diversos tipos de situação. Sendo assim, necessário que haja uma reformulação na grade didática, estimulando e fazendo novos leitores.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para a solidificação de políticas que garantam a igualdade. Espera-se que o Governo juntamente ao Estado, crie bibliotecas solidárias em pontos economicamente fragilizados, nos quais livros doados auxiliem no desenvolvimento pedagógico de jovens e adolescentes, espera-se também a adição de atividades textuais obrigatórias no ensino médio e fundamental, garantindo que as futuras gerações tenham contato com obras literárias desde mais novas. Logo, pode-se dizer que a pátria educadora fornece mecanismos exitosos para um futuro de leitura e desenvolvimento.