Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 13/10/2020

Na França, segundo o Centro Nacional do Livro(CNL), 88% da população lê em média 21 livros por ano. Dessa maneira, esta é uma realidade muito obstante da brasileira, já que são  vários os desafios para a prática da leitura no país. Nesse sentido, configura-se uma problemática com contornos específicos em virtude de uma lacuna educacional e do silenciamento midiático a respeito desse cenário.

A priori, a população brasileira lê em média apenas 2 livros por ano, segundo um levantamento do instituto Pró-livro. Tal realidade é fruto de uma lacuna educacional, afinal as crianças, em muitos casos, não são estimuladas, desde pequenas a ter o hábito da leitura e dessa forma, consoante ao filósofo Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele” e assim, se os educandários não estão desenvolvendo a habilidade de lê nos alunos tem-se, consequentemente, uma população não leitora e j estudantes que possuem péssimos desempenhos em exames como o Pisa(Programa Internacional de Avaliação de Alunos) como se observa no Brasil.

Ademais, o silenciamento midiático a respeito desse cenário, contribui para a continuidade dessa problemática. Afinal, as mídias sociais não abordam a prática de leitura como problema nacional, descumprindo assim, seu papel de criar espaços de debate e reflexão quanto as problemáticas do país. Dessa forma, de acordo com o filósofo francês Pierre Bourdieu, “o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em instrumento de  opressão” e dessa maneira, esses veículos de informação devem noticiar a respeito desse assunto, contribuindo não mais com o silenciamento, mas com a conscientização da sociedade.

Fica claro, portanto, os desafios para a prática de leitura no país, cabendo assim, ao Ministério da Educação criar a disciplina: Leitura em dia, que aborde livros infantis e juvenis de maior interesse do alunado de acordo com a sua faixa etária desenvolvidos por meio de rodas de conversa com os professores de literatura, leituras em grupo ou histórias em forma de fantoches. Ademais, deve-se adicionar essa matéria a base curricular comum dos educandários de ensino infantil, fundamental e médio, das escolas públicas e privadas através de uma portaria do MEC com o fim de construir uma sociedade leitora, tal qual a francesa, mediante o despertar para a leitura e a superação dos seus desafios no país.