Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 27/10/2020
A literatura brasileira possui respeitados escritores, a exemplo de José de Alcencar, um dos principais representantes do Romantismo no país e Clarice Lispector, destaque do Modernismo nacional, evidenciando a preciosidade do acervo literário aqui presente. Visto isso, subentende-se que a pluralidade literária vigente estabelece uma vastidão de obras, gêneros e temáticas para todos os públicos, permitindo uma maior e mais abrangente aceitação social dessas obras. Todavia, ainda que extremamente diversificados, os livros vem sendo cada vez menos procurados pela nossa sociedade, tornando a prática da leitura no Brasil cada vez mais desafiadora, isso decorre, principalmente, devido ao baixo incentivo à leitura a não democratização do acesso aos livros.
Segundo o site Edição do Brasil, 44% da população não têm o hábito de ler. Com isso, já que para o filósofo Jean-Jacques Rousseau, o indivíduo é produto do meio em que vive, percebe-se que esse enorme contingente implica, na baixa prática de leitura por parte das crianças e adolescentes do país. Isso porque esses estão inseridos em um país cujo os livros fazem parte, apenas, do cotidiano de aproximadamente metade da população. Somado a isso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 70% das motivações para " percorrer " essas obras decorrem de exigências colegiais. Destarte, a leitura não só é escassamente praticada, influenciando poucos jovens à sua realização, como também é imposta, dificultando o despertar do mero interesse à essa fora da escola.
Além disso, de acordo com o site Boletim Econômico, o Brasil é um dos países que mais paga impostos, cada vez mais elevados, não divergindo quanto às taxas sobre os livros. Isso porque segundo a Confederação Nacional do Comércio, 29% das livrarias do país fecharam, nos últimos anos. Resultado disso é o aumento do peço das obras, tornando-as artigos de difícil obtenção.Somado a isso, a diminuição de livrarias no território nacional se dá também, pela tendência ao deslocamento desses estabelecimentos para bairros nobres de grandes cidades, como consequência do processo de urbanização crescente no país desde o final do século XX. Isso mostra que o acesso aos livros se faz difícil, para as populações periféricas, pelo alto custo dos produtos, e para as interioranas, em decorrência da redução de livrarias pelo país, sendo preciso tornar democrático o acesso à leitura.
Portanto, diante do baixo incentivo à leitura e da não democratização do acesso aos livros, entende-se por que a prática da leitura no Brasil se faz desafiadora. Logo, faz-se necessário que os pais de crianças incentivem a leitura delas, participando do projeto " Conta Pra Mim " do Ministério da Educação, cujo o objetivo é incetivar essa prática. Ademais, faz-se preciso que o Governo Federal promova o acesso aos livros, financiando " feiras " literárias pelo interior, a fim de torná-lo democrático.