Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 14/10/2020

O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que viviam em situação de prisioneiros viradas para uma parede, onde eram projetadas sombras. Em outras palavras, tais sombras eram a totalidade do mundo, até que um dos prisioneiros é liberto e ele percebe que elas eram, na verdade, uma cópia imperfeita da realidade. Tal fato se repete na atualidade visto que, as “fake News” se tornam cada vez mais constantes e muitas pessoas acabam acreditando nelas por não pesquisar mais e aprofundar no assunto, isso se dá pela falta do hábito de leitura. Isto é, a falta da prática de leitura no Brasil é um grave problema.

A princípio, a falta de incentivo escolar caracteriza-se como um complexo dificultador. Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange aos desafios para a prática da leitura no Brasil, percebe-se forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo às salas conteúdos que demonstrem a importância da leitura. Ademais, a leitura, nas escolas, é algo imposto, visto que, tal hábito é sempre visto como uma necessidade para fazer uma prova e tirar boa nota.

Outrossim, a falta de investimento é um grande impasse para a resolução da problemática. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento no Brasil, somando setores público e privado, está no seu menor nível dos últimos 50 anos. No entanto, para agir sobre problemas coletivos, como a questão da falta de investimento no setor dos livros, é preciso investimento massivo. Como há uma lacuna financeira no que tange ao problema, sua erradicação tem sido complicada.

Em suma, é indubitável que medidas precisam ser tomadas para a solução da problemática. Para isso, o Ministério da Educação deve ministrar palestras que deverão ser web conferenciadas nas redes sociais do órgão, por meio de entrevistas com profissionais da área, com finalidade de trazer mais lucidez sobre o tema e erradicar o problema. Assim como, para o impasse ser solucionado por completo, o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União devem fiscalizar o destino dos investimentos brasileiros, a fim de remanejá-los a áreas que mais necessitam. Para que tal destinação seja coerente com a realidade brasileira, esses órgãos podem criar consultas públicas, nas quais a população interaja e aponte questões como a falta de investimento em livros, que precisam ser resolvidos com urgência.