Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 15/10/2020

Consoante ao livro “A menina que roubava livros”, retrata a história de uma jovem garota, natural da Alemanha no período Nazista, que foi alfabetizada fora do ambiente escolar com o auxílio das obras literárias. Nesse viés, essa obra ressalta a importância do interesse do indivíduo pelos livros na formação educacional. Contudo, atualmente, no Brasil, ainda é um desafio a prática da leitura. Diante disso, deve-se analisar a ausência de políticas governamentais para sanar a elitização da educação e a falta de projetos pedagógicos que motivem os discentes a terem o hábito de lerem diariamente.

Primeiramente, a ausência de políticas governamentais para sanar a elitização da educação é uma problemática. Isso decorre desde a Colonização brasileira no século XVI, visto que apenas as pessoas ricas tinham acesso as instituições de ensino. Nesse parâmetro, apesar da Constituição de 1988, impor a obrigação do Estado na garantia das escolas públicas no país, ainda a cerca de 60% do tecido social não possuem condições para comprar um livro, de acordo com o site G1. Por isso, devido as altas tarifações sobre esse produto, é preciso que os cidadãos cobrem dos políticos a ampliação das bibliotecas comunitárias, sobretudo nas áreas periféricas, a fim de desfazer essa exclusão social.

Em segundo lugar, a falta de projetos pedagógicos que motivem os discentes a terem o hábito de lerem diariamente é um problema na cidadania atual. Isso porque, o modelo pedagógico prioriza ensinar apenas conteúdos cobrados em prova, ou seja, a função de construir uma cultura social que possui interesse por obras de artes e literárias está escassa no trabalho do professor. Logo, é fundamental tanto as famílias, quanto as instituições de ensino ressaltem a importância da leitura na formação do senso crítico dos jovens, a exemplo da história fictícia citada, que o pai de Liesel ajudava-a a ler as obras que ela pegava escondido dos agentes do governo.

Por fim, após os argumentos abordados, medidas são necessárias para reverter esse impasse desde o período Colonial. Portanto, o Governo Federal deve construir bibliotecas comunitárias em áreas periféricas, por meio de arrecadação de impostos como o IPTU, no sentido de ampliar o acesso a leitura no Brasil, visto que esse projeto pode ter melhor resultado com a participação da sociedade civil na colaboração de doar livros ou fazerem trocas desses produtos com a comunidade. Além disso, as escolas, adjunto com a família, deve promover aulas extraclasse para exaltar a importância da prática da leitura no desenvolvimento intelectual, por meio de palestras e debates no intuito de formar uma cultura fluente por literatura.