Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 29/10/2020

Na série canadense “Anne With An E”, situada em 1908, retrata a história de Anne que durante sua vida no orfanato ou em casas provisórias foi vítima de condições precárias, abusivas e difíceis e encontrou nos livros um refúgio mental, assim desenvolveu sua grande imaginação, vocabulário e ideias, revelando a importância da leitura. Nesse sentido, no século XXI, no Brasil, os desafios para a prática da leitura são presentes, os quais ocorrem, evidentemente, devido à ausência de investimentos governamentais, assim como a exiguidade de incentivo familiar.

Preliminarmente, é pertinente elencar que a escassez de investimentos do Governo dificulta a resolução dessa problemática. Nessa perspectiva, conforme o artigo 205, da Constituição Federal de 1988, a educação é direito de todos e dever do Estado, da família e da sociedade com o intuito de visar o pleno desenvolvimento do indivíduo, entretanto, essa prerrogativa não é efetuada. Desse modo, de acordo com o portal de notícias G1, 59% das escolas em Ribeirão Preto seguem sem bibliotecas. Portanto, é visível que o Legislativo propôs soluções, mas, indubitavelmente, não são compatíveis com a realidade do país.

Outrossim, é fundamental analisar que a carência de estímulo familiar é um fomentador desse problema. Sob esse ponto de vista, segundo a publicitária brasileira Elaine Sekimura, “incentivar a leitura é a forma mais eficaz de disseminar cultura e valores, incitar a imaginação e despertar a criatividade”. Por esse ângulo, consoante o jornal O Globo, a média de livros caiu nas faixas etárias entre 5 a 17 anos, devido à ausência de políticas públicas e incentivo familiar. Logo, irrefutavelmente, a carência de impulso parental é um promotor dessa adversidade, dessa forma, deve haver a atuação de um influxo para combater esse fato e, posteriormente, garantir a propagação de multiculturas.

Em vista dos fatos elencados, os desafios da prática da leitura são empecilhos que precisam ser minimizados. Destarte, o Ministério da Educação deve implementar programas em instituições públicas e privadas, como projetos de incentivo à leitura, por meio de construções de bibliotecas e palestras de profissionais capacitados, bem como de escritores da literatura, com a finalidade de garantir aos indivíduos seus direitos previstos na Magna Carta. Ademais, as Secretarias Estaduais de Educação devem edificar locais de leituras em espaços comunitários, em parceria com a família dos leitores do município, por intermédio de investimentos e coadjuvações com empresas e editoras, com o intuito de comprovar na realidade o ocorrido na série canadense.