Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 15/10/2020
Durante a ditadura de Hittler, em uma de suas medidas de censura, foram queimados diversos livros em praça pública na Alemanha. Paralelamente, medidas como a do ditador, corroboram diretamente para o déficit do hábito de leitura no país, que tem como causas a banalização estatal e os altos valores dos livros.
Em primeira instância, segundo o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar social, porém, essa não é a realidade brasileira. Isso pode ser visto devido a inobservância estatal no que tange a educação brasileira. Tal atitude pode ser justificada pelos massivos cortes de verbas em tal setor público, corroborando, então, para a alienação em massa- uma vez que o âmbito educacional é a base da formação de um cidadão digno. Como consequência disso, há a insistência dessa realidade problemática de leitura no país.
Outrossim, deve-se ressaltar, também, que a elitização dos livros tem protagonismo no cenário supracitado. Sob essa perspectiva, no filme “A menina que roubava livros”, é retratada a vida da personagem, a qual era pobre e não tinha condições de comprar tal objeto, e, então acabava por rouba-los, para que, assim, conseguisse ter a prática da leitura. Tendo isso em vista, devido aos altos valores dos livros, há a formação de um sentimento de desânimo para o hábito da leitura, assim como a prática de Liesel Meminger, porém de uma forma atualizada, a qual se dá pelo aumento da leitura por meio de sites os quais não dão crédito ao escrito.
Dessarte, medidas que visam solucionar os desafios da prática da leitura no Brasil são necessárias. Para tal, o Ministério da Educação e da Fazenda, devem contratar profissionais capacitados- por meio da abertura de concurso público- com o fito de proporcionar uma maior influência de leitura para os jovens, assim como diminuir o valor e tributo dos livros. Essa proposta sugere que, a partir dessas mudanças, haja a mitigação desse cenário problemático e, também, o maior hábito de ler livros, para que, então, a teoria hobbesiana seja cumprida.