Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 16/10/2020

A prática de leitura foi originada a partir dos monges copistas, na Idade Média. Desde então, o costume difundiu-se pelo resto do mundo e, apesar de seus benefícios intelectuais serem bem conhecidos, atualmente, no Brasil, esse hábito ainda é muito escasso no cotidiano da população. Nesse contexto, a falta de leitura deve-se, principalmente, à ausência de incentivo por parte das figuras parentais e escolas, além da interferência tecnológica no amadurecimento da criança.

Antes de tudo, é indubitável que a introdução do cidadão aos livros, na infância, é essencial para criar o costume de ler. No entanto, de acordo com a pesquisa feita pelo Instituto Pró-Livro, 30% dos brasileiros nunca compraram um livro. Nesse sentido, os dados mostram o déficit na prática em questão, proveniente do incentivo precário recebido pela população. Além disso, a falta de programas sociais governamentais, com o fim de estimular os jovens a se tornarem leitores, torna-se um catalisador do fenômeno alarmante citado.

Ademais, a utilização precoce de celulares e tablets impede a preferência pela leitura na fase adulta. A respeito disso, segundo o portal de notícias Veja, quase 40% das crianças de 4 a 6 anos possuem celulares próprios. Desse modo, a familiaridade tecnológica promove o bombardeamento preocupante de informações rápidas e de fácil acesso no indivíduo, característica marcante dos smartphones. Assim, é gerado um desinteresse pelos livros, que requerem paciência, apesar da carga informacional benéfica.

Em suma, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por gerir o ensino no Brasil, conscientizar os pais e os institutos educacionais sobre o hábito de ler. Essa ação será realizada por meio de campanhas sociais em escolas, que permitirão uma conversa aprofundada com alunos e responsáveis a respeito dos benefícios da leitura. Tal medida tem como objetivo, difundir essa prática pelo país em busca de uma população mais saudável e informada.