Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 16/10/2020
A leitura leva o homem a lugares inatingíveis, sem se mover, e torna o conhecimento libertador e único. Sob esse viés, mostra o filme “A menina que roubava livros”, foi através da leitura e livros roubados, que uma menina enfrentou momentos difíceis durante a Segunda Guerra Mundial. Neste caso, a leitura serviu de apoio para os seus dias difíceis. Sendo assim, demonstra a importância da leitura na vida das pessoas. No entanto, o Brasil apresenta ainda altas taxas de analfabetos. Dessa maneira, é necessária uma discussão sobre a prática de leitura , o analfabetismo e as políticas públicas do Brasil.
Certamente, a leitura é importante para o indivíduo. Todavia, segundo o IBGE, o Brasil tem 11 milhões de analfabetos e 29% de analfabetos funcionais, que reconhecem letras e números, mas são incapazes de reconhecer textos. Sem dúvida, revela o quanto as pessoas mais vulneráveis socialmente não têm acesso à leitura, ou seja, a educação, instrumento que garante papel fundamental nas relações sociais. Assim, amplia o conhecimento e o modo de encarar as experiências do mundo, possibilitando as tomadas de decisões.
Ademais, torna-se notório o descaso de políticas públicas mais eficazes e atuantes para alfabetização. Outrossim, o Brasil é a 9ª economia mundial, conforme a Lista do Fundo Monetário Internacional. Entretanto, está na posição 79ª no Índice de Desenvolvimento Humano, a qual direciona como um de seus indicadores: taxas de educação de um país e a alfabetização. Consequentemente, refletindo no processo de desigualdade social e no direto garantido a educação. Logo, é fundamental que se tenha incentivos da alfabetização e consequentemente bons hábitos de leitura. Em consoante, com Paulo Freire a educação muda as pessoas, e a pessoas muda o mundo.
Destarte, evidencia-se a necessidade de zerar as taxas de analfabetos e incentivar a prática de leitura e no Brasil. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação, por meio de programas de busca ativa de pessoas analfabetas com captar as pessoas vulneráveis e dar oportunidade de educação. Dessa forma, introduzi-las na educação básica para que se tornem letrados e alfabetizados, e acabar com os índices de analfabetos no Brasil. Ademais, conscientizar a importância de ler bons livros e democratizar a leitura.