Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 19/10/2020

Segundo Monteiro Lobato - escritor brasileiro - ‘‘uma nação se faz com homens e livros’’. Visto isso, sabe-se que, aqueles que leem bem, além de ter uma ampla gama de conhecimento e cultura, falam e escrevem bem. Contudo, desde de 2011, estatísticas apontam que houve um decréscimo relevante da quantidade de leitores, o que preocupa os educadores e até mesmo a nação, por ser um impasse intolerável. Com isso, são necessárias medidas urgentes para solucionar tal problema.

Em primeiro plano, como disse Carlos Drummond de Andrade “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede”. Nessa perspectiva, os adolescentes, segundo a revista Veja, leem cerca de 5 livros por ano, ato praticado pela obrigação escolar. Quando se trata de uma leitura compulsória, tudo se transforma em cálice amargo e infinito de se beber. Pesquisas feitas pela Ecofuturo, apontam que a falta da prática é causada pelo pouco ou nenhum incentivo vindo dos pais, até porque, se a “casa” não é leitora, como que a geração irá praticá-la? As crianças já nascem sem conhecer livros e passam a infância dessa forma, refletindo na vida jovem e adulta.

Por conseguinte, a falta de leitura afetará grandemente a sociedade no aspecto cultural. Além disso, no âmbito educacional, não ocorrerá a evolução da capacidade cognitiva, já que parte do cérebro é desenvolvida, como a memória, módulo da fala, escrita e concentração, através da leitura. Também, a quantidade de analfabetos funcionais: são aqueles que sabem ler e não leem, neste século XXI só tenderá a crescer se o incentivo não for transmitido à sociedade. Dá-nos um grande assombro ao saber que 70% da população brasileira não lê um livro por ano, à medida que os europeus leem mais de 10, segundo o site de notícias Uol. Isso explica um povo de mais educação, cultura, intelectualidade e próspero.

Portanto, a partir dos argumentos e fatos supracitados, conclui-se que o Brasil teve uma decadência no número de leitores, criando, portanto, uma sociedade analfabeta funcional. A partir disso, o Governo deve investir em bibliotecas nas escolas e nas cidades e dar acesso e posse de livros às pessoas que não têm condição de comprá-los, para que todos possam ter as mesmas oportunidades de leitura. Ademais, a família tem de incentivar as crianças desde o momento que elas aprendem a formar palavras à leitura de livros, criando uma rotina para que vire um hábito saudável. Desse modo, o Brasil seria um país com melhores valores morais e mais desenvolvimento.