Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 17/10/2020

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é refletido nos desafios enfrentados para prática da leitura na sociedade. Nesse sentido, é imprescindível averiguar esse embate e propor medidas que alterem essa problemática alarmante.

Em primeira instância, cabe ressaltar que indivíduos que residem em condições insalubres são restritos à uma educação de qualidade e, consequentemente ao hábito de leitura. Desse modo, sabe-se que o ensino em escolas públicas não prezam a prática de leitura como essencial na vida do ser humano, o que torna um ambiente com foco em provas de disciplinas específicas e os jovens acabam abandonando o ato de ler como forma de transformação da sociedade brasileira.

Ademais, os livros presentes em bibliotecas e livrarias possuem um valor inalcançável para parcela mais baixa da população, sendo um impedimento para os cidadãos que desejam realizar o hábito da leitura. Assim, promulgada pela ONU em 1948, a Declaração dos Direitos Humanos relacionadas à promoção do direito à educação à todos os seres humanos torna-se falha na prática, ficando somente em teoria, visto que indivíduos em condições precárias sofrem com a exclusão social.

Evidencia-se, portanto, a imprescindibilidade de mudanças para transformar o panorama atual. Logo, é fulcral que o Ministério da Educação invista em professores de português nas escolas que busquem a prática da leitura, através da utilização e distribuição de forma gratuita de livros para os jovens, com o intuito de mostrar o enorme poder de transformação da leitura e manter esse hábito cotidianamente. Outrossim, urge ao mesmo órgão governamental promover bibliotecas em regiões insalubres para que todas as parcelas da população desfrutem dessa prática transformadora com o objetivo de preservar a promulgação constituída pela ONU em 1948.