Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 17/10/2020

Os livros são incríveis. Por meio deles, a sociedade pode aprender novos idiomas, novas técnicas, viajar a lugares distantes. Anne Frank, por exemplo, foi bastante conhecida após a divulgação do livro que conta a sua história: “O diário de Anne Frank”. Foi nessas páginas, que milhões de pessoas, de muitos países, descobriram quem foi aquela menina que mostrou ao mundo, com suas palavras, o que foi viver sendo perseguida durante a segunda grande guerra. Casos como esse demonstram a grandeza e importância da leitura, a qual, entretanto, precisa enfrentar diversos desafios no Brasil e sendo assim, imprescindível o debate acerca de suas causas.

Em primeiro, é notório que os altos preços sejam o principal empecilho do impasse. O capitalista impõe lucro e essa fato é o que determina o ambiente socioeconômico. É nesse contexto em que todos as etapas de produção precisam ganhar. O escritor, a editora, a gráfica, todos, precisam render e quem paga por isso é o leitor. Infelizmente, isso é algo imposto pelo sistema e não há muito o que se fazer, apenas diminuir o lucro daqueles. Entretanto há outro problema, enquanto a tiragem média em outras nações é de dez mil copias, no Brasil é de apenas duas mil cópias, o que encarece o livro e gera um ciclo que não acaba. As editoras não imprimem muitas copias pois não há público e as pessoas não compram pelo alto preço. Dessa forma, não é possível mudar caso não mude o curso da trajetória.

Em segundo, é imprescindível discutir o hábito como o intensificador do problema. O brasileiro não tem uma construção social de ler. Os pais e a escola não influência as crianças a desenvolver o hábito de ler e em decorrência disso, eles preferem usar o celular ou computador, algo que demanda bem menos energia e por isso, mais cômodo. Além disso, não há também incentivo do governo, divido à falta de bibliotecas públicas, as quais para muitas pessoas seriam sua única oportunidade de contato com os livros. Portanto, no Brasil, ter acesso a um livro é considerado privilégio e por isso a falta de leitura é algo tão grande na região.

Por conseguinte, é necessário mudanças para a transformação da realidade do país. Para isso, as empresas poderiam aumentar o número de cópias, por meio de uma ajuda momentânea financeira do governo, para que as pessoas tenham mais acesso e assim o ciclo possa ser rompido. Outrossim, as escolas devem ter leituras obrigatórias, não leituras dos clássicos, mas sim dos que facilitem o desenvolvimento do “gosto pela leitura”, pois muitos alunos se sentem desanimados ao ter que ler livros como o cortiço, tal proposta tem como fim instigar as crianças a lerem. Apenas dessa forma podemos mudar a situação da leitura no Brasil.