Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 24/10/2020

Na sociedade brasileira, o hábito de leitura tornou-se frágil entre os cidadãos. Nesse sentido, o sociólogo Zygmunt Bauman afirma que os costumes sociais ficaram “líquidos”, ou seja, vulneráveis. Assim, as pessoas apresentam dificuldades no hábito de ler, como a falta de incentivo familiar e escolar, o que resulta em uma menor capacidade de interpretação.

É relevante observar, em primeira análise, que a ausência de motivação à leitura desde a infância complica a construção dessa prática. Segundo a Constituição Federal de 1988, é dever da família e da escola incentivar o desenvolvimento da educação da criança. Entretanto, apesar de isso ser um direito, muitos jovens não têm o costume de ler por não terem usufruído desse despertar, pelos familiares e pelos professores, à leitura. Logo, nota-se a importância de motivar as crianças a lerem.

Por conseguinte, a falta de leitura gera pessoas que não possuem senso crítico definido, que transmitem o que ouvem sem formar uma opinião própria a respeito da notícia. Nessa perspectiva, o filósofo Aristóteles explica que a educação, na sociedade, tem um papel transformador de qualificar os cidadãos. Sob esse pensamento, percebe-se a relevância da leitura para formar uma população crítica, para que seja possível criar um ambiente social harmônica.

Portanto, depreende-se sempre que ações sejam executadas para consolidar a prática da leitura no Brasil. Dessa forma, o Ministério da Educação, mediante as escolas, locais responsáveis por transmitir conhecimento, deve promover um projeto de instrução aos professores e familiares no âmbito escolar. Tal proposta terá como intuito o incentivo à leitura para as crianças e, consequentemente, para os familiares, o que os ensinará sobre a necessidade desse hábito no fortalecimento da nação. Desse modo, o costume de ler se tornará uma base para a sociedade, construindo práticas “sólidas”.