Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 19/10/2020

Pode-se dizer que o hábito da leitura foi iniciado pelos gregos, depois foi incorporado às igrejas, na sequência seguiu na elite por muito tempo até que, com o surgimento da imprensa, houve no modernismo a massificação da leitura. Nesse sentido, o hábito de ler traz muita importância tanto no âmbito individual - estimular a criatividade e exercitar a memória- quanto no coletivo - inspirar o questionamento e o conhecimento. No entendo, apesar de todos os benefícios, o brasileiro ainda não possui uma frequência de leitura saudável e isso se deve à falta de incentivo à leitura, por parte da escola, aliada à falta de tempo para um hábito de leitura.

Em primeiro plano, vale analisar a relação entre a falta de estimulo à leitura com a criança e o adolescente, descaso que se percebe na escola. Nesse contexto, o distanciamento ocorre devido à falta de planejamento de ação para solucionar a problemática, de forma que grande parte das escolas, hoje, apresentam para os adolescente, na intenção de estimular o hábito de leitura, livros clássicos que são geralmente de conteúdos densos e extensos. Nesse sentido, as escolas acabam reforçando o estigma social de que ler é um castigo, quando na verdade deveria ser um deleite, como é demonstrado no filme “escritores da liberdade”, em que a professora oferece como primeira viagem literária um livro próprio para a idade dos alunos, ou seja, que se adeque aos interesses deles.

Outrossim, também é valido ressaltar a escassez do tempo, quando o assunto é leitura, tendo em vista que a leitura não é prioridade entre os brasileiros, ela acaba ficando de lado na correria do cotidiano. De acordo com o Laboratório de Experimentação em Jornalismo (Lex) há um crescimento significativo no conteúdo de leitura no Youtube, ainda assim a revista Veja aponta que o brasileiro lê, espontaneamente 1 livro por ano. Nessa perspectiva, depois da primeira revolução industrial o mundo acelerou de maneira repentina - como monstra o filme " a invenção de Hugo Cabret"- e desde então vem se desenvolvendo dessa maneira, logo 24 horas não são suficientes para fazer todos os afazeres do dia, então deve eleger os que são prioridades,e um livro requer tempo para ler e assimilar o conteúdo, ou seja, há pessoas que querem ler, mas não conseguem devido ao tempo.

Logo, faz-se necessário que o Conselho Nacional de Educação, juntamente com os professores, estimulem as crianças e os jovens à leitura, por meio de planejamentos elaborados para trabalhar com diferentes gêneros, a fim de esclarecer a visão destorcida de que ler não é prazeroso. Ademais, cabe ao Ministério do Trabalho promover o descanso mental do trabalhador, por meio de uma nova lei que o obrigue o empregador a oferecer intervalos literários para os empregados, a fim de promover a oportunidade de leitura.