Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 14/12/2020

O educador brasileiro Paulo Freire defendia que a educação era fundamental para a transformação da sociedade. Assim sendo, a leitura é de extrema importância para a formação do cidadão, porém pouco difundida hodiernamente. Uma vez que o acesso a gêneros literários de interesse do leitor instigam a prática da leitura, mas esse acesso não abrange todas as camadas sociais.

Inicialmente, é preciso considerar como a experiência da leitura é benéfica quando efetuada a partir de livros de escolha pessoal do próprio leitor. Sob tal ótica, é pertinente citar o filme “Escritores da liberdade”, em que jovens sem interesse pela leitura desenvolvem novas perspectivas ao serem apresentados a gêneros literários que condizem com as suas preferências. Desse modo, o hábito de leitura é estimulado com mais facilidade ao ler obras de gosto pessoal.

Entretanto, o acesso aos mais variados tipos de literatura é um privilégio para poucos grupos, devido ao alto custo dos livros em geral. Ainda que, de acordo com a Constituição Federal de 1988, o acesso à cultura seja um direito de todo cidadão brasileiro, classes sociais inferiores ainda tem limitações em relação ao acesso à leitura. Em síntese, a indisponibilidade de livros prejudica o desenvolvimento da leitura em grupos de baixa renda, por deixa-los limitados ao conteúdo disponível em sua realidade.

Portanto, indubitavelmente, a democratização da leitura é o caminho para resolver essa problemática. É dever do Ministério da Educação incentivar e facilitar o interesse por livros entre os jovens de baixa renda. Isso pode ser feito por meio de um benefício financeiro aos estudantes de escolas públicas restrito à compra de livros. Com o intuito de estimular o hábito da leitura e, consequentemente, uma educação mais efetiva. E, assim, promover a mudança social por meio da educação, apontada por Paulo Freire.