Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 21/10/2020
A leitura, em séculos anteriores, era restrita a uma parcela social alta, fossem os nobres, os intelectuais ou os monges. Contudo, com o passar dos anos e com a criação de prensa, se tornou muito mais fácil ter acesso, apesar de ainda ser necessário saber ler. No Brasil, a prática de leitura, que antes era permitida apenas a uma parcela alfabetizada, agora se expande, porém ainda com certo elitismo pelo valor elevado e também porque muitos não são alfabetizados corretamente.
Em primeira análise, a aquisição de obras literárias acaba por excluir uma parcela social, de acordo com uma pesquisa realizada pela UOL. Essa restrição de quem pode ou não ter acesso se da pelo alto valor de um livro e isso acaba por afetar os brasileiros, pois sem acesso aos livros, independente do tema, não ha como melhorar a educação e o pensamento crítico social.
Outrossim, apenas 56% da população exercita o hábito de leitura, segundo o jornal Edição do Brasil. Pode-se verificar com essa porcentagem que apesar de ser uma maioria, ainda existem muitos que não tem o costume de ler e desses ainda há os não sabem ler, já que 6,6% não são alfabetizados, conforme descrito pelo IBGE. Isso acaba influenciando na qualidade educacional do país, afinal a educação não se da apenas pelos ensinamentos ofertados pelo professor em sala de aula, mas sim pela forma que o estudante busca e cria em sua própria autonomia.
Portanto, apesar da leitura estar mais “popularizada” se comparada com séculos anteriores, ainda há muitos pontos a serem superados, como o preço, a alfabetização de brasileiros e prática de leitura. Tendo em vista uma ampliação desse hábito, o governo deve estimular a leitura, por meio de uma diminuição de impostos relacionados a compra de livros e também, para os que não possuem condições de compra, uma maior distribuição de livros digitais, para que assim uma maior parcela tenha acesso e consiga ler em diferentes plataformas.