Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 19/10/2020

“O ser humano é o que a educação faz dele”, dizia o filósofo Immanuel Kant. Certamente, a educação é um fator importante na formação de um indivíduo e um direito fundamental, que lhe assiste, mas que infelizmente nem sempre é cumprido. Analisando os desafios para a prática da leitura no Brasil, por exemplo, nota-se que há diversos obstáculos, para a formação educacional plena, incluindo a omissão governamental e a terceirização da responsabilidade familiar, tornando-se necessárias medidas por parte do Estado e da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a omissão governamental é um obstáculo para a prática de leitura. De acordo com dados do Prova Brasil 2015 apontam que, dos alunos de escola pública que terminam o ensino fundamental, apenas 30% obtêm aprendizado adequado em literatura e interpretação. De maneira análoga, a falta de recursos destinados às escolas públicas, incluindo a infraestrutura das salas de aula, a disponibilidade de material ou até mesmo matérias sem professores, contribui para a problemática.

Concomitantemente, não se pode esquecer da participação da família como um todo na situação. Segundo o filosofo Platão, “A direção na qual a educação inicia o homem determinará seu futuro na vida”. A falta de influência por parte da família, contribui para a ausência no hábito, mesmo sabendo que o hábito da leitura proporciona o desenvolvimento intelectual, ampliando o conhecimento da linguagem oral e escrita, tendo como finalidade melhorar a comunicação e interação social.

Em suma, é preciso que o Estado tome providências sobre o impasse. A essa conjuntura, é primordial que a difusão da habilidade da leitura pela população e a afirmação de uma sociedade plenamente democrática, urge que o Poder Legislativo e o Ministério da Educação atuem conjuntamente e, por meio da criação de novas leis, instituam metas para o aprimoramento dos estabelecimentos educacionais da rede pública com recursos estatais, garantindo o processo de constituição identitária dos jovens brasileiros no ensino. Somente assim, será possível o devido acesso à educação e, logo, o aumento a prática da leitura.