Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 19/10/2020
França. Finlândia. Dinamarca. Noruega, esses países regiões leem em média mais de 50 livros por ano. Isso explica porque eles são uma sociedade altamente educada e mais igualitária. Porém, no Brasil, essa realidade é diferente, já que os níveis de leitura são baixos e o que condiz com os níveis de escolaridade e educação. Diversas pessoas se preocupam em como incentivar e aumentar o número de leitores no país. Portanto, é necessário visualizar a verdadeira causa do problema para encontrar uma solução.
Em uma primeira análise, vale mencionar a questão da desigualdade social, pois, desde o período colonial, apenas os nobres sabem ler, enquanto os escravos estão proibidos de aprender a ler e escrever. Da mesma forma, no século 21, as pessoas das classes mais baixas também foram privadas do direito de estudar e ler livros. Isso é confirmado por dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostram que existem cerca de 12 milhões de analfabetos no Brasil. Isso prova que a desigualdade de classes impede que algumas pessoas tenham acesso, enquanto outras têm o privilégio de adquirir certos hábitos, como a leitura.
Em uma análise mais aprofundada, vale destacar a falta de incentivo da família, pois hoje os pais estão mais dispostos a mostrar aos filhos dispositivos tecnológicos (tablets, smartphones e videogames) do que livros. O que eles não percebem é que a leitura trará vantagens ao longo da vida para seus filhos, como a expansão do conhecimento, consciência crítica e enriquecimento de vocabulário. Um exemplo disso é o avanço dos filósofos gregos antigos no campo do conhecimento após o surgimento da escrita, que, ao descobrir o surgimento deste livro, lhes proporcionou mais pesquisas e compartilhamento teórico. Isso mostra que ler é sinônimo de aprendizagem, sendo vital para a vida de estudantes e de todas as pessoas na busca por um futuro promissor.
Portanto, para se ter os níveis de leitura maiores e assim fazer o Brasil se equiparar a outros países nos índices educacionais, assegurando um caminho positivo para o país. Para isso é necessário, claro que o governo una forças com as empresas para facilitar a obtenção de livros pelos mais pobres e realizar projetos de alfabetização para reduzir o número de desigualdade e analfabetismo e aumentar o interesse pela leitura por meio de oficinas educativas e bibliotecas móveis. Esta família tem o papel de educar e dar o exemplo para os membros, e a escola deve estimular os indivíduos a irem para a escola desde cedo por meio de um projeto de leitura (ler um livro sobre seu tema preferido toda semana) para crescer e se adaptar ao hábito da leitura.