Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 29/10/2020
“Scientia potentia est.” Escrita pela primeira vez na obra Leviatã, de Thomas Hobbes (que foi secretário de Francis Bacon quando era jovem), a frase traduz do latim para algo parecido com “conhecimento é poder.” A ideia de que o saber traz a capacidade de agir não é nova, com defensores de Aristóteles até Michel Foucault. Inclusive, tem seu próprio texto bíblico, aparecendo no livro de Provérbios, capítulo 24, versículo 5, que diz: “O homem sábio é forte, e o homem de conhecimento consolida a força. (ACF)”. Uma das melhores formas de adquirir conhecimento é a partir da leitura, algo cada vez mais obsoleto no Brasil. Se ler é tão importante, por que não se lê tanto aqui? O que podemos fazer para mudar isso?
Existem diversas razões para a leitura ser algo raro nesse país. Uma delas é um efeito cascata: menos jovens são ensinados a gostar de ler, menos adultos vão ensinar seus filhos (ou alunos) a ter prazer em uma boa leitura. É um ciclo perigoso, que ainda pode ser parado. Mas não é só isso: professores colocam livros para os alunos lerem e fazerem um resumo sobre, mas são livros tediosos que são lidos de má vontade. Se ao menos as escolas dessem livros mais divertidos de forma mais atrativa…
Essa falta de leitura traz consequências graves, tais como: vocabulário limitado, criatividade reduzida, dificuldade de interpretação de texto, aumento no preço de livros (graças à lei de oferta e procura), bibliotecas e livrarias fechando ou até declarando falência, aumento nas taxas de desemprego, baixa na qualidade de ensino…
Mas os livros ainda têm esperança! Com uma mudança na forma de pensar da sociedade brasileira, podemos aumentar a quantidade de leitores e salvar o setor da venda de livros! Também podemos começar a nos adaptar às plataformas online de compra e venda de obras literárias, os tão chamados e-books, e continuar incentivando escritores a produzirem mais maravilhas da escrita. O que seríamos sem nossos amigos de papel?