Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 20/10/2020
Os Estados Unidos são referência em educação, o resultado não poderia ser diferente, já que, o país incita os jovens ao conhecimento. Em contrapartida, no Brasil a realidade é outra. Com a nova crise que o país atravessa causado pela pandemia, até os livros serão afetados. E apesar da relutância dos poucos leitores em relação aos preços, o falta de hábito a leitura por grande parte da população também representa um desafio. Pode-se dizer então, que o aumento dos preços e a falta de incentivo a leitura são os principais responsáveis pelo quadro.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que o aumento no preço dos livros tornará inacessível para muita gente. Para Immanuel Kant: " O homem é aquilo que a educação faz dele", mas o que é a educação sem livros? Devido a anulação da isenção de impostos sobre os livros somado a alta inflação, os mesmos passariam a custar mais caro, o que é assustador, visto que, é um objeto essencial para educação. Em razão disso o consumidor, ou seja, os leitores assumiriam o prejuízo final.
Outrossim, a falta de incentivo a leitura também pode ser apontado como responsável pelo problema. Diferentemente de outros países, onde a leitura é essencial para a formação do indivíduo, no Brasil não funciona assim. Ademais a busca pelo conhecimento deve ser estimulada tanto nas escolas, quanto em casa. Porém com uma população habituada a não ler, torna-se impossível, o que reflete na formação do indivíduo. Dessa forma, nas escolas por exemplo, os jovens leêm os livros apenas para conseguir nota e não por vontade própria.
Infere-se, portanto, que medidas sejam criadas para reverter o impasse. É importante que o Governo Federal, como instância máxima de administração, atue em favor da população, com a continuidade da isenção de impostos sobre os livros, para que o preço não se torne inacessível a todos. Além disso, o Ministério da Educação, como orgão responsável pela educação, deve realizar um projeto de distribuição de livros aos estudantes da rede pública, com o intuito de incitar os jovens a leitura. Dessa forma, o quadro será revertido, pois como disse Heráclito: “Nada é permanente exceto a mudança”.