Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 20/10/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação, à cultura e ao bem-estar social. Entretanto, os inúmeros desafios para a prática da leitura, no Brasil, impossibilitam que grande parcela da população desfrute de seus direitos universais. Nessa lógica, esses problemas são causados, principalmente, pela desigualdade social e pelo déficit educacional da nação. Nessa perspectiva, medidas são necessárias para solucionar esses empecilhos.

Primeiramente, é importante salientar os efeitos negativos que a desigualdade social causa em relação a leitura. Uma vez que, segundo o G1, portal de notícias, existe apenas uma biblioteca pública para cada 33 mil habitantes do país, enfatizando o baixo acesso a esse recurso. Além disso, de acordo com a TV Brasil, portal de notícias, os brasileiros leem em média 2 livros por ano, porém, a maioria desses leitores concentram-se nas partes mais ricas da população, que correspondem a menos de 25% da nação, conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nessa conjuntura, é racional deduzir as maneiras a má distribuição de renda do país é prejudicial, visto que esse cenário desprezível obriga essas pessoas a focarem suas rendas exclusivamente em sua alimentação e outras despesas, impossibilitando a obtenção desses recursos.

É importante, ainda, evidenciar as maneiras que o baixo acesso à livros influencia na, já defasada, educação do país. Posto que, em conformidade com o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), o Brasil ocupava a 55° posição em 61 países avaliados sobre qualidade de ensino, enfatizando a péssima qualidade desse sistema de ensino. Ademais, consoante com Immanuel Kant, filósofo prussiano, “o homem é o que a educação faz dele”. Nesse espectro, pelos dados supracitados, é racional deduzir as maneiras que os problemas na leitura pioram a educação lamentável do país, sendo algo inaceitável para a nação com a 9° melhor economia do mundo.

Portanto, infere-se que medidas são necessárias para solucionar os problemas. Por isso, cabe ao Ministério da Educação (MEC) aumentar o número de leitores da sociedade, por meio de campanhas que incentive os alunos das escolas públicas a ler mais, além de construir um maior número de bibliotecas publicas e bibliotecas nas próprias escolas, aumentando assim as opções de ensino dos professores, a fim de aumentar o desejo pela leitura no Brasil e melhorar a educação do país. A partir dessas ações, espera-se melhorar a educação e bem-estar da nação.