Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 23/10/2020
Para Mahatma Gandhi, “O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente”. Sob essa perspectiva, fica claro que a única forma de fazer com que a leitura se torne um hábito amanhã, é estimulando sua prática hoje. Desse modo, urge que medidas sejam tomadas para minimizar a falta da leitura no Brasil contemporâneo, geralmente causada pelo alto custo dos livros e pela falta de estímulo da população.
Em primeira análise, é válido salientar o elevado custo dos livros como uma das raízes do problema.
Ainda que existam bibliotecas públicas no Brasil, suas opções de livros são escassas, o que incentiva o leitor q a comprar a obra desejada, mas excluí aquele que não possui condições financeiras para tal. Devido a falta de compradores, inúmeras livrarias da rede privada, como a Fenac, fecharam suas portas após os leitores optaram pelos “E-books”, os livros virtuais. Nesse sentido, tornou-se evidente que os impostos cobrados pelo governo em cima dos livros dificultam o acesso dos brasileiros à cultura.
Ademais, vale ressaltar a falta de conscientização da sociedade sobre os benefícios da leitura como impulsionadora da problemática. Decorrente das elevadas taxas de preços e da popularidade das redes sociais, os livros caíram no esquecimento, levando consigo importantes obras literárias brasileiras, como as do autor Machado de Assis. Segundo dados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro,44% da população não possui o hábito da leitura, o que pode ocasionar em impactos negativos, prejudicando a compreensão de textos e seu senso cognitivo. Assim, no que tange a leitura no Brasil, observa-se que a desinformação da sociedade atua como agravante do problema.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Faz-se mister, pois, que o governo, em parceria com o Ministério da Cidadania, dedique parte das verbas para as bibliotecas púbicas, garantindo livros de inúmeros gêneros para a população que não possui condições financeiras, diminuindo também os impostos, impedindo que livrarias da rede privada venham a falir. Além disso, o Ministério da Educação deve promover palestras em lugares de grande circulação pública, contando com a ajuda de professores que dissertem sobre a importância da leitura, conscientizando e incentivando a sociedade a ler. Espera-se, dessa maneira, que ocorra a limitação desse adverso imbróglio social e que os livros voltem a ser parte do Brasil no futuro.