Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 21/10/2020
O filme “A menina que roubava livros” retrata a história de uma jovem sobrevivente, durante a Segunda Guerra Mundial, a qual roubava livros para ler e partilhar com seus amigos. No entanto, fora de ficção, é indubitável que, diferentemente do filme, a prática da leitura no Brasil encontra-se em declínio, pois há diversas formas novas de entretenimento - como celulares. Com isso, faz-se necessário discutir acerca dos desafios para tal hábito, com ênfase no avanço tecnológico e carência de incentivo.
Em primeiro plano, o desenvolvimento técnico-científico da Terceira Revolução Industrial promoveu imensurável acesso à informações por meio da internet. Sob esse viés, a disponibilidade de conhecimento rápido fragilizou o interesse pela busca de fontes físicas, visto que a facilidade gerada pelas redes é enorme. Em contrapartida, os homens primitivos liam os sinais deixados nas cavernas por meio de pinturas rupestres, pois ainda não existiam os livros escritos. Sendo assim, a leitura evoluiu à medida que as práticas humanas foram se alterando, porém, com tal progresso tecnológico, o alcance imediato é um impasse para a garantia do hábito-ler.
Ademais, a leitura auxilia diretamente na formação de indivíduos críticos, pois, quanto mais conhecimento obtido, maior a habilidade questionadora. Paralelamente a isso, a Constituição brasileira de 1988 assegura a educação plena - com acesso aos livros - à toda população do país. Todavia, fora das leis escritas, a prática carece, infelizmente, de incentivos Estatais, uma vez que não há projetos suficientes os quais buscam fomentar o desejo de análise das obras pela sociedade. Assim, o precário estímulo prejudica o costume e, consequentemente, o ensino.
É possível dizer, portanto, que as rotinas antrópicas vão se alterando ao longo dos anos. Dessa forma, o Ministério da Educação - responsável por organizar o sistema de ensino no país-deve, por meio de impulso monetário governamental, fornecer livros físicos aos brasileiros, bem como garantir a tecnologia para o uso de e-books, a fim de recuperar a prática retratada em “A menina que roubava livros”.