Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 21/10/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direitos básicos, tais como: educação, lazer e bem-estar social. Entretanto, o Brasil se afasta dessa realidade ao se analisar os desafios para a prática da leitura no país. Desse modo, a ineficiência estatal, em consonância com o pouco hábito da leitura, se tornam os pilares desse imbróglio. Nesse sentido, subterfúgios devem ser encontrados para a resolução desse impasse cultural.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar a inobservância do Estado, inerente à educação, como a principal potencializadora desse problema. Nesse espectro, o site O Globo divulgou uma pesquisa na qual informa que cerca de 62% da população carioca não tem acessibilidade fácil as bibliotecas locais e aos livros virtuais. Dessa forma, com o distanciamento da prática da leitura, a sociedade não se sente estimulada, visto que a negligência, por parte do governo brasileiro, não incentiva ao exercício dessa importante cultura.

Paralelamente a esse cenário, surge o pouco hábito da leitura como consequência direta desse alarmante panorama nacional. Nessa linha de pensamento, o sociólogo Émile Durkheim, em sua análise da população pós Revolução Industrial, menciona que o governo é responsável, primordialmente, em garantir o pleno acesso aos direitos da sociedade. Assim, o reflexo do Estado brasileiro é negativo, uma vez que há a falta de estímulos à leitura, de modo a demonstrar as barreiras e limitações para o acesso desse direito universal na prática. Logo, são imprescindíveis ações governamentais para resolver os problemas supracitados.

Fica evidente, portanto, a relevância do debate a cerca da leitura no Brasil. Desse modo, o Superministério da Economia - principal responsável pela infraestrutura do país - deve, por meio de leis e decretos para um maior direcionamento de verbas ao âmbito social, divulgar e construir novas bibliotecas físicas e virtuais, de modo a tornar acessível e estimulante o contato da sociedade com a cultura da leitura. Tal plano deverá focar, principalmente, em tornar o Brasil permeado pelo pleno exercício efetivo da educação e lazer. Somente assim, com essas medias, a sociedade poderá gozar dos direitos promulgados em 1948.