Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 24/10/2020

No filme norte-americano, Matilda, a personagem principal se destaca, na escola, por sua  inteligência acima dos parâmetros para sua idade. Isso decorre, do seu hábito de leitura, desde de pequena, de livros fornecidos pela biblioteca pública. Contudo, fora da ficção, nota-se um grande deficit de leitores, que por consequência, diminui a eficiência de aprendizado dos brasileiros. Tal carência é ratificada pelos dados da pesquisa Retratos da Leitura do Instituto Pró-Livro, no qual 44% da população não lê livros e 30% nunca comprou um. Portanto, torna-se pertinente  a discussão acerca dos desafios para a prática da leitura no Brasil, que vai de encontro aos altos preços do ramo livreiro e a falta de incentivo precoce à prática em pauta.

Em primeiro lugar, é evidente a alta dos preços, fomentada pelas práticas capitalistas de impostos e lucro, que atingem a área de entretenimento, cultura e ensino. Isso é, o hábito de leitura é tido, atualmente,  como adereço de status e lazer, corroborando para o aumento da “desmocratização” do acesso  aos livros e a formação de uma sociedade sem senso crítico e humanitário. Logo, a população mais vulnerável, periférica e pobre, se vê inerte no processo de desenvolvimento pessoal e da sociedade, pois como o revolucionário Henry David Thoreau falou, “Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro”.

Em segunda análise, percebe-se as medidas ineficientes de incentivo a leitura para as crianças  e jovens dentro de casa e escola. Tais pessoas citadas, que dependem de influências internas e externas para começarem a praticar qualquer coisa, podem desenvolver um alto senso comum e uma difícil capacidade de interpretação, apresentando à sociedade pessoas com pouco embasamento cultural e social. Logo, a falta de importância dada aos benefícios de uma leitura- pautada nos interesses pessoais do leitor,- produtiva e construtiva, é infelizmente comum e não prazerosa de conviver.

Em suma, torna-se imprescindível ações que atenuem os obstáculos dessa problemática. Assim sendo, as editoras de livros, com lojas “onlines”, devem fornecer 3 livros gratuitos por cadastro no site, e assim, despertar o interesse nos usuários de continuar as leituras. Ademais, o Ministério da Educação deve criar nas escolas públicas uma feira trimestral de livros educacionais e de entretenimento, que estejam de acordo com a faixa etária dos alunos, para que dessa forma, o acesso aos livros seja gratuito para tais alunos. Somente assim, casos com o de Matilda poderão ser frequentes nas escolas brasileiras.