Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 22/10/2020
Desde os primórdios, a leitura possibilita ao consumidor, seja ele de qualquer faixa etária, viajar pelos países, visitar culturas e mundos diferentes, se autoconhecer e adquirir muito aprendizado. No Brasil, o acesso à esse mundo é dificultado, já que a prática da leitura esbarra em um sistema educacional que a promove erroneamente, e no descaso do Estado com a educação, a fim de manter as configurações atuais das instituições.
Há uma falha no sistema de ensino brasileiro em como cultivar a relação do aluno com a literatura, apresentando-o livros que possuem linguagens rebuscadas e que pertencem à gêneros não correspondentes aos interesses do estudante, não despertando nesse fascínio pela leitura. Pode-se observar os resultados do incentivo assertivo à leitura no filme " A menina que roubava livros". A obra se passa na Alemanha nazista, e conta a historia de um pai adotivo que ensina a filha a ler com o auxílio de alguns livros que a menina roubava. Durante essa trajetória, a garota é alfabetizada e desenvolve grande apreço pela literatura. Sendo assim, evidencia-se que o Brasil possui estratégias equivocadas de como despertar o interesse pela leitura, e que estimular crianças de forma correta, acarreta em uma sociedade que lê com frequência e com admiração.
Sendo a educação (e a leitura) o meio principal de transformação social, há um abandono por parte do Estado em investir nessa área, com o propósito de controlar a população, possíveis revoluções sociais e a disseminação de diferentes ideologias. Observa-se isso ao analisar o regime nazista que para evitar a difusão de diferentes ideais, proibiu e queimou diversos livros. Além disso, as instituições de ensino foram controladas por eles, portanto, as crianças eram ensinadas de acordo com os princípios educacionais, culturais e morais nazistas. Logo, torna-se claro que os governos controlam suas populações por meio da educação, e ao negligenciar o acesso à leitura, e consequentemente ao conhecimento, o Estado conserva as atuais estruturas de poder e seus respectivos privilégios.
Diante dos argumentos supracitados, torna-se evidente que a falta da prática da leitura é decorrente de um sistema estudantil ineficiente em promover a literatura, e de um Estado desinteressado em prover informação e cultura ao povo. Faz-se necessário que o Estado promova, em conjunto com as escolas, eventos que apresentem aos estudantes os gêneros literários e seus respectivos livros. E estruture bibliotecas públicas bem equipadas nessas instituições, a fim de possibilitar ao aluno a obtenção de livros de forma gratuita. Para que assim, o aluno tenha um contato maior e mais acessível com a literatura. Só teremos uma sociedade mais evoluida, quando todos tiverem acesso à educação e à leitura.