Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 27/10/2020
Na série “anne” da Netflix, a protagonista é uma garota que, por meio de sua condição de acesso à diversas literaturas e o interesse em adquirir conhecimento, está sempre conectada aos livros. Entretanto, esse cenário não é amplamente visualizado socialmente, visto que, as oportunidades de acesso e o interesse pela leitura não envolvem toda a população. Portanto, torna-se crucial ativar setores governamentais, de maneira que os desafios para a prática da leitura no Brasil sejam minimizados, sendo eles a não democratização real da prática em destaque e as insuficientes medidas de incentivo para tal.
A priori, a atual Constituição Federal afirma, em seu artigo 215, que todo cidadão possui o direito de acesso à cultura, incluindo a leitura. Contudo, pode-se analisar que o Estado apresenta-se falho em efetivar esse ordenamento, visto que, é possível observar escolas públicas que não apresentam acervo literário, o que é confirmado pela Pró-livro, ao afirmar que cerca de 30% das escolas enquadram-se nesse cenário. Nesse sentido, os alunos dessas instituições perdem a oportunidade de obter um estudo didático e aprofundado, pois, os livros apresentam a possibilidade de revisão das aulas vistas em sala de aula, de forma que possam ter maior sucesso no aprendizado. Diante dessa análise, é necessário efetivar o ordenamento juriídico para que os alunos possam acessar tal recurso..
A posteriori,segundo a Pró-livro, 44% da população não possui o hábito de ler, por considerar essa prática desnecessária. Nesse viés, cabe apontar o Estado como insuficiente no que se refere ao incentivo da população para esse hábito. Por consequência, a ignorância social afasta as os indivíduos dos benefícios da leitura dado que, os temas sociais, por exemplo, podem incitar o senso crítico do indivíduo, preparando esse para discussões políticas e antropológicas, de modo a promover a integração desse ao âmbito social. Assim, de maneira a incentivar a população à leitura, deve-se educa-la para que acesse os recursos literários e mude a postura frente a leitura, posto que, segundo Carlos Drummont de Andrade, “A educação visa melhorar a natureza do homem”.
Em suma, é adequado formular medidas de engajamento estatal. Sob essa ótica, o Governo, deve criar o programa “Literatura para todos” destinando, durante a visão orçamentária, recursos financeiros ao Ministério da Cidadania que deverá encaminhar a compra de livros, que deverão preencher as bibliotecas das escolas que ainda não possuem acervo bibliográfico. Nessa perspectiva, servidores públicos serão contratados para educa-los quando a forma de acessar a leitura, bem como incentiva-los para tal prática por meio de encontros semanais. Desse modo, visa-se ampliar o acesso a literatura para mais pessoas, logo, minimizar os desafios para a prática da leitura no Brasil.