Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 30/11/2020
“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tão pouco a sociedade muda”. A afirmação do sociólogo e patrono da educação, Paulo Freire, mostra o potencial da educação de mudar o mundo e combater desigualdades. Porém, observa-se que Culturalmente, o Brasil, nunca se apresentou como uma nação leitora. Desse modo, destaca-se, hoje, por ter um dos piores índices, quando o assunto é a compra de livros. Portanto, nota-se que uma base familiar que não incentiva a leitura, além da falta de apoio estatal, são desafios para esta prática no país. Logo, esse cenário deve ser revertido para o bem estar da população.
A priori, dados do instituto Pró-livro afirmam que quase metade da população brasileira, geralmente periféricos, não têm o hábito da ler regulamente. Assim, revela-se o baixo incentivo por parte da família para se consumir esse tipo de cultura. Ademais, tal problema cria um ciclo, que por fim, aumenta cada vez mais a falta de interesse à leitura, como se pode presenciar, por exemplo, na distopia “Fahrenheit 451”, onde a sociedade perdeu o total interesse pela leitura e tenta a todo custo ter uma vida alienada.
Nesse âmbito, há falta de esforços por parte do governo, principalmente para investir em estrutura, como bibliotecas, feiras e espaços nas escolas, aumentando, o desinteresse por ler e aprender. Dito isto, nota-se um problema nas prioridades estatais, que por vez, fragiliza a educação, dialética e intepretação textual de toda uma sociedade, resultando nas baixas médias nacionais em provas como Enem, Ideb e Saeb.
Portanto, é mister que o estado tome providências para amenizar o quadro atual. Dessa maneira, para que a leitura seja praticada, urge que o governo, por meio da integração entre os Ministérios da educação e família, com uso de verbas governamentais, criem politicas públicas voltadas à busca pelo interesse de crianças, jovens e adultos por esta prática, além de fomentar o desejo e curiosidade em áreas mais pobres por meio de ações sociais, garantindo educação para todos, como já é previsto pela constituição, melhorando a perspectiva de vida da população no âmbito nacional. Por fim, a literatura não será mais um desafio, então poderá transformar a sociedade, como disse Paulo Freire, formando uma pátria educadora.