Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 24/10/2020
Os traumas do universo literário
O Brasil ainda está longe de chegar a ser um país de leitores, contando com apenas 56% da população possuindo o hábito de leitura, de acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, de 2016. A prática da leitura no Brasil é questionável, por não bater com o potencial que o país possui. O hábito da leitura se dá primeiramente em casa, e em segundo lugar na escola, porém muitas das vezes essa influência não é muito forte ou traz uma má impressão para o indivíduo. Ainda falando de escola, o próprio livro e a leitura não chegam a serem valorizados do jeito que deveriam.
De acordo com a pesquisa realizada pelo Ibope 33% das pessoas que gostam de ler, são influenciadas por algo ou alguém. Dentro desse porcentual, 15% são familiares ou responsáveis, mostrando a importância do incentivo da leitura dentro de casa. Ainda sobre os 33%, 7% das pessoas são influenciadas por algum professor, porém ao falar de professores cerca de 30% não se declaram leitores. Muitos familiares e educadores leem apenas 4.96 livros no ano, o que está muito abaixo do ideal para um país como o Brasil.
Portanto, ao falar da influência que a escola têm na vida de um leitor, pode-se falar do lado negativo, os números são baixos e esta que possui um papel fundamental a maioria das vezes passa má impressão sobre a leitura para os alunos. A leitura na escola é vista, pelos estudantes, como objeto usado para fazer provas, trabalhos e tirar nota. Tornando assim a leitura algo obrigatório, fazendo com que eles não aproveitem tanto quanto eles deveriam. Porém deve-se lembrar que a leitura aprimora a interpretação de texto, justificando assim o resultado da pesquisa realizada pelo IMP, em 2016, onde apenas 8% da população brasileira consegue ler e interpretar um texto tranquilamente.
Com isso, pode-se concluir que o sistema educacional precisa melhorar na maneira de influenciar os alunos no hábito da leitura. Os próprios colégios para uma melhora, em primeiro ponto tem que parar de relacionar os livros com as provas, podendo indicar por mês um livro para a leitura, opcional claro, sem contar que a escolha de livros, tanto opcionais quanto para provas, tem que tentar bater com o interesse dos estudantes, sem excluir os clássicos para vestibulares, entre outros, apenas tentando variar a lista. Com isso os estudantes iriam começar a ter uma nova visão da leitura, podendo aumentar o interesse destes para o universo literário.