Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 24/10/2020
No filme “A menina que roubava livros” de Brian Percival, conta a história de uma jovem chamada Liesel, quem em meio a Segunda Guerra Mundial, consegue lidar com seus problemas lendo livros que roubava. Mesmo tendo pouco conhecimento, ela tem ajuda de seu pai adotivo para aprender a ler. Fora do contexto cinematográfico, o Brasil não se distancia dessa realidade, tendo em vista que, a maioria da população raramente tem acesso a livros didáticos e literários, deixando assim uma sociedade escassa de conhecimento. Com isso, tal panorama comprometedor se dá devido à falta de responsabilidade com a educação brasileira e a ausência de oportunidade e incentivo para pratica de leitura.
De início, é valido perceber a precariedade da educação ao baixo índice de leitores no Brasil. Isso ocorre porque, boa parte dos brasileiros ainda são analfabetos, dificultando assim a pratica de ler, e aqueles com hábitos de leitura, tem um nível educacional superior do que o resto da população. Em consequência disso, o brasileiro lê, em média, menos de dois livros por ano, 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro, aponta pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2015). Além disso, decorrente de uma péssima grade curricular, os habitantes evidenciam um baixo grau de compreensão textual, deixando assim uma sociedade sem criatividade, com péssima comunicação, completamente alienada e ainda prejudicando no desenvolvimento da nação,
Ademais, é importante frisar que as novas tecnologias influenciam na ação de ler, porém, nem todos obtêm esse privilégio. Nesse ínterim, o banco Itaú criou o projeto “Leia para uma criança”, na qual tem o intuito de incentivar a prática da leitura em crianças. Por analogia, o escritor Monteiro Lobato diz que, “Um país se faz com homens e livros”. Dessa maneira, percebe-se a importância de atos como a do banco Itaú, induzir a ler ajuda na formação de um cidadão, contudo, atualmente essas ações não estão sendo feita pelos adultos, de tal modo que nem eles mesmo estão lendo, contradizendo assim a citação acima.
Portanto, a prática da leitura é imprescindível para o desenvolvimento pessoal e de uma nação, dessarte, é necessário que o Ministério da Educação aumente a carga-horária nas escolas para a execução de projetos dedicados à leitura de gêneros diversos, como, hora da leitura, peças teatrais, livro do mês, desde as séries iniciais, tendo como perspectiva alcançar um maior número de leitores. Em paralelo a isso, o Estado crie subsídios governamentais para empresas que atuarem em projetos de incentivo à leitura e no barateamento no valor dos livros e na promoção de novos escritores, e a mídia que deverá incentivar, mais ainda, a leitura de modo a conciliar com a internet, logo o habito de ler se tornara constante na vida do brasileiro.