Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 28/10/2020
É de conhecimento geral que a sociedade brasileira, em sua maioria, não possui o hábito da leitura, convertendo-se em algo prejudicial ao desenvolvimento intelectual dos indivíduos, e, consequentemente, da nação. Tal fato pode ser exemplificado pelo pensamento do escritor Monteiro Lobato, ‘‘Um país se constrói com homens e livros’’, o qual indica um destaque para análise de escritos na formação de uma grande nação. Contudo, essa desvalorização das obras literárias, no Brasil, gera um impasse maior na criação desse hábito, em razão dos exemplares físicos serem, muitas vezes, inacessíveis financeiramente, resultando na prorrogação da problemática. Indubitavelmente, a educação no Brasil necessita de muitas mudanças, tendo em vista que de acordo com a revista época, ‘‘Três em cada dez brasileiros são analfabetos funcionais’’, os quais consistem na incapacidade de interpretação de textos simples. Ademais, é necessário ressaltar o papel o qual a falta de leitura possui no analfabetismo funcional, em virtude do hábito de ler estimular ações cognitivas, além de melhorias na capacidade de aprendizado. Essa situação afeta o desenvolvimento do país, pois não há mão de obra qualificada, tendo um crescimento do índice de desemprego, gerando um subdesenvolvimento no Brasil.
Nessa conjuntura, é importante citar a elitização a qual o ensino formal sofre, em razão das instituições públicas não possuírem uma distribuição de verbas adequadas, afetando de forma direta a leitura. Tal fato ocorre pois os livros possuem uma grande taxa, fazendo o seu preço aumentar, e em decorrência disso desestimula a prática de ler, já que o país está com um número alto no índice de pobreza, aproximadamente 25% da população segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Destarte, o alto preço dos livros está ligado com a criação do hábito da leitura, em virtude dos elevados preços dos escritos serem inacessíveis a boa parte da população, resultando em uma sociedade não leitora, ferindo, de forma direta, o pensamento do escritor Monteiro Lobato, ‘‘Um país se faz com homens e livros’’.
Frente a esses entraves, urge, portanto, o Ministério da Educação (MEC), na sua função de fomentador do ensino, deve melhorar as campanhas existentes em prol da leitura, além de disponibilizar mais verbas para as instituições de ensino, com o fito de realizar melhorias na infraestrutura, e, consequentemente melhorar os espaços destinados às bibliotecas públicas, com o intuito de formar jovens conscientes e preparados para o mercado de trabalho, resultando em um desenvolvimento social e da nação.